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12 Nov 2019

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EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

PS/Madeira
Passos Coelho mandou “às urtigas” promessas de 2011
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

28.07.2015

FOTOGRAFIA

PS Madeira

Passos Coelho mandou “às urtigas” promessas de 2011

Carlos Pereira, líder do PS/Madeira, lamentou que o primeiro-ministro, Passos Coelho, na visita que efetuou à Região Autónoma da Madeira, tivesse mandado “às urtigas” o programa eleitoral que o PSD apresentou em 2011.

 

Para o dirigente socialista e líder da bancada na Assembleia Legislativa da Madeira, “existe uma diferença profunda” entre as promessas que Passos Coelho fez em 2011 aos portugueses e a realidade quotidiana com que hoje se confrontam.

O deputado socialista madeirense recordou que, depois de quatro anos de governação do PSD/CDS, os portugueses “acabaram por ter tudo ao contrário”, com a austeridade imposta a “ir muito além do acordo estabelecido com a troica”, para lá do enorme agravamento da carga fiscal e da dívida.

Carlos Pereira considerou ainda que Passos Coelho e Paulo Portas, nas suas recentes visitas à Madeira, apenas “revelaram o seu melhor lado artístico”.

O dirigente do PS insular argumentou que o primeiro-ministro “aterrou na Madeira”, por ocasião da reentré da festa do Chão da Lagoa, apenas para lembrar a herança da dívida portuguesa, esquecendo-se de que o fazia “precisamente na zona do país onde existe o maior e mais descarado aumento da dívida e onde foi aplicado o maior nível de austeridade”.

Carlos Pereira criticou ainda o que classificou de “teoria de agachamento” do presidente do PSD/Madeira, mostrando-se preocupado com o facto de as várias medidas anunciadas pelo atual Governo regional, como o regime da mobilidade que estabelece nas viagens áreas um teto máximo de 85 euros para residentes e de 65 euros para estudantes, “ainda não estarem concretizadas”.

Lamentou por isso que, passados quatro anos, o modelo ainda não tenha avançado, acusando o executivo madeirense de ter feito as negociações deste dossiê de “olhos fechados”, não deixando, contudo, de defender que “é preciso ter fé” que os 11 milhões afetos à continuidade territorial sejam suficientes para este apoio nas viagens.

 

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

28.07.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019