1045

16 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Relatório anual do FMI
Portugal pode demorar duas décadas a reduzir desemprego
AUTOR

J.C. Castelo Branco

DATA

28.07.2015

FOTOGRAFIA

DR

Portugal pode demorar duas décadas a reduzir desemprego

Se não houver uma retoma com crescimento significativo, Portugal, a par da Itália, pode demorar duas décadas a reduzir a taxa de desemprego natural para os níveis pré-crise. Esta é uma das conclusões do relatório anual sobre a zona euro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os efeitos destrutivos da política de austeridade seguida nestes quatro anos traduzem uma realidade bem diferente do otimismo do Governo.

 

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego em Portugal estava nos 13,7% no primeiro trimestre do ano, quando em idêntico período de 2008 se tinha fixado em 7,6%. O FMI estima que o desemprego se mantenha acima dos 10% até pelo menos 2020. O pico foi atingido nos primeiros três meses de 2013, quando chegou aos 17,5%.

Esta projeção do FMI revela que o PS tem razão quanto aos resultados das políticas do Governo Passos/Portas de irem para além da troica. Um caminho que não pode ser prosseguido.

Para que Portugal tenha uma retoma com crescimento significativo que contrarie as previsões do FMI, é preciso pois, conforme defende o PS na sua Agenda para a Década e no programa para a legislatura, fazer diferente e fazer melhor, ou seja, “virar a página da austeridade e relançar a economia e o emprego”.

O PS defende no seu programa eleitoral que “é preciso focalizar as políticas ativas de emprego no combate ao desemprego jovem e no desemprego de longa duração, apoiando o emprego nos sectores de bens transacionáveis e nos sectores muito criadores de emprego”.

Só com uma mudança de rumo das prioridades da nossa economia, colocando o emprego como a causa das causas, conforme vem defendendo o secretário-geral do PS, António Costa, Portugal poderá contrariar as previsões do relatório do FMI e garantir um crescimento sustentado, significativo e duradouro capaz de gerar emprego.

De salientar ainda que o FMI avalia que a recuperação económica da zona euro está a ser alavancada pelo aumento da procura doméstica, pela baixa dos preços do petróleo e por uma moeda mais fraca, bem como pelo programa de compra de títulos de dívida do Banco Central Europeu.

 

AUTOR

J.C. Castelo Branco

DATA

28.07.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019