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06 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Portugal XXI
Receita do Governo não funcionou
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

30.07.2015

FOTOGRAFIA

Clara Azevedo

Receita do Governo não funcionou

António Costa considera que é preciso procurar uma nova receita para o país. Justifica, lembrando que os objetivos e as metas que o Governo se propôs alcançar falharam redondamente.

 

Intervindo no jantar promovido ontem à noite pelo grupo de debate “Portugal XXI”, em Lisboa, o Secretário-geral do PS aproveitou o momento para lembrar os fracassos do Governo e para garantir que o PS é uma alternativa de confiança.

Usando o documento do Governo com as metas para 2014, António Costa mostrou que “houve um desvio” dos resultados do Executivo em relação às metas a que se tinha proposto, quer no emprego e investimento, quer no défice e dívida", concluindo que se a receita não funcionou “temos que procurar outra receita".

O crescimento económico, disse o Secretário-geral do PS, está hoje 7% abaixo do previsto, o investimento 20% abaixo e muito atrás das metas propostas pela coligação, “para já não falar do défice e sobretudo da dívida que cresceu até aos 130% do PIB”.

Defendeu que as propostas do PS “são a alternativa" que o país precisa, com medidas sérias e estudadas “que se opõem à continuidade proposta pela coligação PSD/CDS-PP”. Uma continuidade, disse o líder socialista, que significaria “termos que esperar 20 anos para podermos regressar onde estávamos em 2011".

Ouvir a coligação falar sobre o desemprego, a queda do investimento, sobre a dívida ou o défice das contas públicas, “dá a sensação de que estamos a ouvir um partido da oposição e não os responsáveis pelas políticas desastrosas destes últimos quatro anos”, ironizou ainda o Secretário-geral do PS.

Uma coligação que “não só assumiu o programa da troica como quis e foi além da troica”, defendeu o líder do PS, “tem de responder pelo presente estado da economia e pela quebra de qualidade de vida dos portugueses”, de pouco valendo a sua insistência em “querer desculpar-se com as imposições do programa da troica, que assumiu por inteiro”, ou com o passado “porque o que nos deixa hoje é muito pior”.

 

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

30.07.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019