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06 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Segurança Social
Coligação tem obrigação de apresentar as contas da sua proposta
AUTOR

PS

DATA

03.08.2015

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Jorge Ferreira

Coligação tem obrigação de apresentar as contas da sua proposta

Se coligação PSD/CDS quer ter um debate sério e transparente sobre a Segurança Social “tem o dever e a obrigação de desde já apresentar as contas da sua proposta”. O secretário nacional do PS João Galamba responde assim às declarações do CDS sobre a matéria e põe o dedo na ferida: “a coligação quer desviar as atenções do seu próprio radicalismo”.

 

“Se há alguma proposta radical e aventureira é a da coligação que se propõe iniciar o caminho da privatização na saúde e na educação e privatizar parcialmente a Segurança Social”, afirmou o dirigente socialista.

João Galamba recordou que “as contas conhecidas semelhantes a esta da privatização da Segurança Social feita pelo PSD e pelo CDS implicavam o custo máximo anual de dois mil milhões de euros e o custo acumulado em todo o período de transição – que são cerca de 40 anos – de 80 mil milhões de euros”. Os portugueses, defende, têm o direito de saber se é essa a proposta ou se é uma proposta diferente. “Até agora não sabemos”.

Defende, por isso, que PSD e CDS têm a obrigação “de explicar detalhadamente” em que consiste esta proposta, que marca uma “rutura com o modelo social existente”. Os portugueses, acrescenta, têm o direito de ser esclarecidos porque razão quer a direita avançar “rápido e em força para a privatização generalizada dos serviços públicos”.

João Galamba contrapõe que “a proposta do PS é de investimento no atual modelo para garantir a sustentabilidade das pensões”, enquanto “o CDS e o PSD fazem o oposto e propõem o abandono deste modelo e a privatização de serviços públicos, começando pela Segurança Social”.

“O PS foi totalmente transparente nas suas propostas”, sublinha o dirigente socialista. As propostas do PS “são conhecidas, as suas contas são conhecidas, o impacto na dívida e no défice são conhecidos. Não conhecemos nada da coligação”, assinalou.

 

AUTOR

PS

DATA

03.08.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019