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22 Abr 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Trabalhar com Rigor
Alternativa de confiança
AUTOR

PS

DATA

12.08.2015

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PS

Alternativa de confiança

O “milagre” orçamental da coligação e os juros. Quem revela mais prudência?

 

As medidas constantes no programa do PS, com expressão orçamental, como a reposição dos salários em apenas dois anos, a reposição dos mínimos sociais ou o complemento salarial anual, foram estudadas e projetadas com a prudência necessária para garantir a redução do peso da despesa pública no PIB.

A despesa com as prestações sociais segue uma trajetória descendente em percentagem do PIB, mesmo com a reposição dos mínimos sociais.

Também a despesa com pessoal cresce sempre abaixo do crescimento nominal do PIB, refletindo, nos primeiros anos, a reposição salarial e uma estabilização do número de funcionários, e nos últimos dois anos um crescimento em linha com a inflação. O salário médio cresce 2,2% por ano e o volume cresce zero.

Em matéria de prudência, importa referir que todas estas rubricas não apresentam diferenças muito significativas face ao inscrito no Programa de Estabilidade.

 

 

A grande diferença respeita aos juros. No cenário macroeconómico que enquadra o programa do Partido Socialista, a redução da despesa com juros é estimada, de forma conservadora, em apenas 0,7 p.p. do PIB.

Já o cenário macroeconómico do Programa de Estabilidade é sustentado, do lado da despesa pública, numa redução substancial dos juros: o Governo PSD/CDS estima um decréscimo no DOBRO do valor prudentemente estimado pelo PS.

Ou seja, a coligação PSD/CDS assenta o seu “milagre orçamental” na promessa de resultados que não controla, colocando-se na mão da imprevisibilidade dos mercados e neles jogando a sorte das suas metas orçamentais. Que arriscam tornar-se insustentáveis à mais ligeira subida das taxas de juro, como se verificou na sequência do referendo grego, provocando já uma derrocada nas contas apresentadas no Programa de Estabilidade.

No cenário macroeconómico projetado pelo PS, a redução dos juros assume um papel contido, muito mais prudente e conservador para efeitos de consolidação orçamental. É mais um mito que fica desfeito.

O PS sabe que é possível fazer diferente. Trabalhando com rigor e competência.

AUTOR

PS

DATA

12.08.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019