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19 Nov 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

YES SUMMER CAMP
Aposta no conhecimento é a chave do desenvolvimento
AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

27.08.2015

FOTOGRAFIA

DR

Aposta no conhecimento é a chave do desenvolvimento

É preciso retomar a aposta dos governos socialistas em ciência e inovação como fator decisivo para a valorização dos recursos humanos e desenvolvimento económico assente no conhecimento. Esta foi a nota dominante das intervenções de três cientistas cabeças de lista pelo PS nas legislativas, Alexandre Quintanilha (Porto), Helena Freitas (Coimbra), e Tiago Brandão Rodrigues (Viana do Castelo) no debate subordinado ao tema “O conhecimento é futuro”.

 

No debate, que decorreu no âmbito do YES Summer Camp, o acampamento dos jovens socialistas europeus, reunidos em Santa Cruz, Torres Vedras, participou também o deputado democrata-cristão Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS/PP.

Na sua intervenção, Alexandre Quintanilha explicou aos jovens socialistas as razões de se candidatar aos 70 anos de idade, afirmando acreditar que há alternativas e que “a austeridade a que o país foi sujeito não conseguiu quase nada do que foi prometido”.

E isto porque, lembrou, “o défice aumentou, o desemprego continua muito alto, a justiça não melhorou, está cada vez mais confusa, e na área do conhecimento houve a emigração que é cada vez mais qualificada”, disse.

“Tenho sido muito crítico com a falta de liderança nesta área da ciência, por isso gostava de deixar de criticar por fora e começar a trabalhar por dentro”, afirmou ainda Alexandre Quintanilha.

Por sua vez, Helena Freitas defendeu que “é preciso contrariar e inverter a falta de investimento nos últimos anos numa política de conhecimento nacional”, que considerou “fundamental para dinamizar a atividade económica”. Lamentando ainda “os cortes profundos” de verbas para as universidades, “locais privilegiados do conhecimento”.

A cientista defendeu ainda uma rede formada por universidades, autarquias e empresas para “criar e dinamizar conhecimento que possa ser transferido para a atividade económica”.

 

A boa herança de Mariano Gago

Já Tiago Brandão Rodrigues considerou que “em Portugal, nestes últimos anos, os investigadores têm uma situação precária e as instituições não lhes podem dar um lugar nas suas estruturas”.

Acrescentando que só a “resiliência dos cientistas portugueses impediu que o sistema rebentasse completamente”.

O investigador lembrou ainda os anos do ministro socialista Mariano Gago “em que a ciência se desenvolveu como nunca em Portugal”.

Na intervenção que fez no debate realizado no pavilhão batizado com o nome Maria Barroso, escolhido pela JS, Ribeiro e Castro afirmou ser um defensor do Estado Social tal com os restantes companheiros do debate.

“O nosso compromisso é claramente com o Estado Social e creio que isso é importante quando atravessamos um contexto de exigências financeiras. E se eu tiver sucesso e sorte ainda conseguirei convencer a audiência socialista, não direi da bondade das políticas de austeridade, que também não gosto, mas das políticas de rigor financeiro que são indispensáveis num contexto em que vivemos”, afirmou.

AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

27.08.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018