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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

António Costa à CMTV
“Temos um programa de compromissos com contas feitas”
AUTOR

J. C. C. B.

DATA

04.09.2015

FOTOGRAFIA

Clara Azevedo

“Temos um programa de compromissos com contas feitas”

António Costa reafirma que o PS fez “um trabalho de casa com rigor” e por isso tem “um programa de compromissos com contas feitas”. Em entrevista à CMTV e publicada pelo “Correio da Manhã, o líder socialista sublinha, uma vez mais, que pretende diversificar as fontes de financiamento da Segurança Social, nomeadamente penalizando em sede de IRC as empresas que abusam da precariedade laboral.

 

Na entrevista, o líder socialista afirmou que na política “há os pré-decididos e que olham para os candidatos e programas para decidirem o voto”. Por isso, considerou “fundamental” que o PS tivesse feito “um trabalho de casa com rigor” que resultou num “programa de compromissos com contas feitas”.

E isto porque, explicou, “não posso correr o risco de, daqui a um ano, me estarem a acusar de não ter cumprido. Não há voto que eu ganhe hoje que compense ter dado o dito pelo não dito”.

Questionado sobre um dos temas que tem marcado a pré-campanha eleitoral, a sustentabilidade da Segurança Social, António Costa disse que “a aposta que fazemos é diversificar fontes de financiamento”.

“O Governo tinha previsto reduzir o IRC para todas as empresas. O que dizemos é que, em vez de continuar a baixar o IRC, os 2% a reduzir devem passar também a financiar a Segurança Social. E em contrapartida, a contribuição das entidades patronais com base na massa salarial pode ter outro peso”, disse.

O líder do PS adiantou que “isto leva a que as empresas financeiras como a banca, seguradoras, as PT e as EDP comparticipem mais a Segurança Social e as empresas de mão de obra intensiva, têxtil, calçado, pequeno comércio, contribuam menos. E as empresas que abusam da precariedade vão pagar mais”.

 

Temos de aumentar o rendimento das famílias

Quanto às medidas para cumprir o compromisso da criação de emprego como a prioridade de um futuro Governo socialista, António Costa defendeu que, do lado da procura, “temos de aumentar o rendimento disponível das famílias, permitir-lhes respirar e ter uma participação ativa na economia”, enquanto do lado das empresas, “temos de contribuir para o desendividamento, com um instrumento que converta dívida em capital. E temos de criar condições para as PME poderem ser viabilizadas com meios dos próprios sócios”.

O Secretário-geral do PS disse que devem ser os parceiros sociais a fixar o montante do salário mínimo nacional, mas defendeu que “é necessário haver um acordo” que permita que, em janeiro, “haja já uma nova subida”.

Sobre a dívida externa do país, António Costa lembrou que “o PS nunca propôs a renegociação da dívida. Houve pessoas do PS que o defenderam”, acrescentando, no entanto, estar convicto de que “mais tarde ou mais cedo, a UE vai ter de ter outro olhar sobre a dívida. Nessa altura devemos estar preparados para participar nesse debate”.

O líder do PS defendeu ainda, na entrevista, que na Justiça é preciso “ganhar os profissionais da Justiça para essas reformas, dar garantias de separação de poderes e autonomia à investigação criminal. E depois colocar os tribunais cíveis e de execução a funcionar com celeridade”.

Já quanto à Saúde, reafirmou que o PS tem como compromisso “criar 100 novas Unidades de Saúde Familiar e o desenvolvimento dos cuidados continuados, não só com a criação de unidades, mas procurando que esses serviços sejam assegurados no próprio domicílio do idoso”.

AUTOR

J. C. C. B.

DATA

04.09.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019