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22 Jan 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Um país mais pobre
Portugal no topo das desigualdades
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

09.09.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Portugal no topo das desigualdades

Quatro anos de austeridade cega, desinvestimento, desmantelamento do Estado Social e de crise económica conduziram Portugal ao tristemente célebre ‘ranking’ das desigualdades.

 

Atualmente, o nosso país é o quinto mais desigual da União Europeia. Um em cada cinco portugueses vive na pobreza, mesmo depois de o Estado redistribuir a riqueza através de apoios sociais, que a direita insiste em cortar.

Há uma nova “classe” de pobres que até há pouco constava nas estatísticas como “classe média”.

Assim, o fosso entre os mais ricos e os mais pobres aumenta e, neste Portugal cada vez mais desigual, é também cada vez maior o número de trabalhadores que ganha o salário mínimo nacional, e há cerca de 800 mil idosos com a pensão mínima.

O cenário enegrece com a cifra dos desempregados, metade dos quais sem qualquer prestação social.

Por sua vez, a emigração sugerida pelo primeiro-ministro disparou, furtando cérebros e energias novas a um país que envelhece e cujos índices de natalidade não param de descer.

E se tudo isto é triste, tudo isto é também real. Por detrás dos números com que se ilustra a pobreza em Portugal estão pessoas e dramas concretos, gente com nomes e rostos que precisam de alimentação, habitação, educação, saúde e emprego digno.

O Governo Passos/Portas, numa tentativa errática de tapar o sol com a peneira, interpreta com imaginação os números do desemprego e as estatísticas das desigualdades.

Não só não aponta uma saída para a pobreza, como insiste na rota do empobrecimento e na lógica da caridade.

Sendo certo que o caminho de saída da pobreza é claro, a coligação de direita insiste no sentido oposto. Mas o PS não desiste de defender a necessidade de criar emprego com salários dignos e de apostar na educação, numa estratégia que permita virar a página da austeridade de uma forma sustentável.

 

COMPROMISSOS SOCIALISTAS

Abono de família
Aumentar os montantes do abono de família, do abono pré-natal e da majoração para as famílias monoparentais beneficiárias.

Complemento salarial
Dignificar o trabalho, reduzindo efetivamente a percentagem de trabalhadores em situação de risco de pobreza, através de um complemento salarial.

Rendimentos das famílias
Reposição do Complemento Solidário para Idosos enquanto elemento central da redução da pobreza entre idosos.
Dignificar o RSI, repondo a sua eficácia como medida de combate à pobreza extrema.

Economia social
Estabilizar e desenvolver a cooperação com o setor solidário.

AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

09.09.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018