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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

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debate
Há alternativa no quadro do euro
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

15.09.2015

FOTOGRAFIA

Paulo Henriques

Há alternativa no quadro do euro

António Costa sustentou no debate de ontem que a tese defendida pelo BE de renegociar a dívida em confronto com Bruxelas, a exemplo do que fez o Syriza, “com os resultados que sabemos” é uma solução que à partida está condenada, acusando o BE de irresponsabilidade e de assentar o seu programa político em algo que não depende exclusivamente dele “mas da vontade de outros”.

 

O líder socialista reiterou que esta é “uma questão central” que separa o BE do PS, que preconiza o caminho da negociação. É que, enquanto o BE pode prometer tudo a todos, disse António Costa, “desde os pensionistas até às crianças dos berçários”, o PS, pelo contrário, tem de ter os pés bem assentes no chão e a realidade sempre presente.

Lembrando que o PS também não concorda com as regras do Tratado Orçamental, António Costa garantiu que os socialistas bater-se-ão em negociações, aliando-se a outros países e a outros governos europeus, pela sua mudança, “porque precisamos de mais recursos financeiros para podermos investir e cumprir também com as nossas obrigações, designadamente com os pensionistas”.

O líder socialista fez questão de salientar que mantém a opinião de que é preciso encontrar um “novo equilíbrio” entre os recursos afetos à dívida e ao cumprimento das obrigações, “em particular com os pensionistas”, e os recursos que o país necessita para fazer os investimentos no futuro.

 Sair da moeda única e abrir um processo de rompimento com a União Monetária, como em última análise defende o BE, caso as negociações com a Comissão Europeia viessem a falhar em relação à reestruturação da dívida, seria, na opinião de António Costa, “a pior de todas as desvalorizações que a economia portuguesa poderia sofrer”, uma vez que exponenciaria o “desastre que constituiu o congelamento e o corte de pensões a par da desvalorização que a direita conseguiu fazer nestes últimos quatro anos”.

Sair do euro, defendeu o líder do PS, “seria uma desvalorização absolutamente devastadora para a nossa economia, para os salários e para as pensões e para o património dos portugueses”.

António Costa referiu ainda que o programa do PS, ao contrário do que PCP e BE insistem em afirmar, “seguindo curiosamente a tese da direita”, desmente e demonstra claramente que há “efetivamente alternativa política no quadro do euro”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

15.09.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019