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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Novo Banco
Fracasso do Governo vai penalizar contribuintes
AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

16.09.2015

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Jorge Ferreira

Fracasso do Governo vai penalizar contribuintes

A interrupção da venda do Novo Banco representa “um dos maiores fracassos” do primeiro-ministro, acusou ontem o deputado socialista Pedro Nuno Santos, acrescentando que “este processo mal gerido” vai ter graves consequências para o contribuinte.

 

O vice-presidente da bancada socialista e cabeça de lista do PS pelo círculo de Aveiro às eleições legislativas disse que “importa pedir ao primeiro-ministro que esclareça quanto é que vai custar e porque é que foi sendo prometido ao povo português que não haveria custos para o contribuinte”.

Para Pedro Nuno Santos, “o cancelamento da venda do Novo Banco representa um dos maiores fracassos da governação de Pedro Passos Coelho”. E isto porque, frisou, “depois de terem dito várias vezes que queriam vender rápido o Novo Banco, a verdade é que terminamos esta legislatura sem conseguir vender o Novo Banco”.

“Nós hoje somos 10 milhões de lesados do BES e não vale pena Pedro Passos Coelho continuar a esconder-se atrás do governador do Banco de Portugal ou atrás do BPN, tem que assumir as suas responsabilidades neste processo”, acrescentou.

O também líder da Federação de Aveiro do PS sublinhou que “muito provavelmente o Novo Banco vai necessitar de ser recapitalizado” e que “obviamente quem terá de recapitalizar o banco será o fundo de resolução”, esperando que “não sejam mais uma vez os contribuintes portugueses”.

Por tudo isto, Pedro Nuno Santos concluiu que “o PS vai receber uma pesada herança”, acrescentando que “era importante que Pedro Passos Coelho assumisse as suas responsabilidades e viesse dar explicações ao país o que é que correu mal em todo este processo”.

 

Uma farsa e tragédia

Também o dirigente socialista e presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, se pronunciou sobre a interrupção do processo de venda do Novo Banco, considerando que representa “uma farsa e uma tragédia para a imagem das instituições portuguesas”.

Fernando Medina, que falava no espaço de opinião semanal, “Cara, conta, caso”, na TVI24, alertou ainda que o adiamento para depois das legislativas vai prejudicar ainda mais os contribuintes.

“Este caso cada vez mais se parece com uma farsa e, em breve, iremos conhecer a tragédia que vai representar quer para os contribuintes portugueses, mas fundamentalmente para a imagem das instituições portuguesas”, disse.

AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

16.09.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019