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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Educação
Retomar o diálogo com as escolas
AUTOR

Rui Solano Almeida

DATA

24.09.2015

FOTOGRAFIA

Paulo Henriques

Retomar o diálogo com as escolas

António Costa garantiu, em Oliveira de Azeméis, que irá retomar o diálogo com as escolas, defendendo não ser possível seguir o exemplo do atual Governo, de “fazer reformas sem mobilizar os agentes educativos”.

 

Depois de assegurar que uma das medidas do Governo socialista, a nível das políticas de educação, será a eliminação da prova de acesso à carreira docente, dando assim maior estabilidade ao corpo docente, “sobretudo nos processos anuais de colocação de professores”, António Costa criticou as sucessivas descontinuidades que têm vindo a ser introduzidas no sistema educativo “sempre que há uma mudança de orientação política no Governo”, comprometendo-se a “não regressar à estaca zero”.

O líder socialista falava num debate sobre educação, para uma plateia de professores e funcionários educativos na escola secundária Ferreira de Castro em Oliveira de Azeméis, tendo na ocasião criticado o despacho governamental que coloca o inglês como disciplina de exame do ensino básico, considerando “notável” que este despacho venha de um Governo que “desvalorizou o ensino do inglês logo no ensino básico”.

 

Cortes na educação especial e ensino artístico são uma tragédia

Antes, no final das visitas que efetuou a dois estabelecimentos de ensino em Águeda, a escola secundária Marques Castilho e o conservatório de música, o Secretário-geral socialista considerou uma “tragédia” as consequências sociais dos cortes aplicados na educação especial e no ensino artístico, acusando o Governo de direita de ter falhado por completo nas suas promessas e com isso estar a “comprometer o futuro da geração mais jovem”.

Tragédia para a educação foi também como classificou o “empobrecimento curricular”, salientando que “já basta que este Governo não tenha cumprido com as metas do défice e da dívida a que se propôs”, mas que ao menos “cumprisse a obrigação com a formação das novas gerações”.

Garantiu, por isso, que um Governo socialista terá como um dos objetivos centrais das políticas de educação a aposta na “diversificação curricular” e na pacificação das escolas, mobilizando para o efeito “todos os agentes educativos para as reformas” no sector.

 

É preciso deixar a escola respirar

Sobre educação falou também Porfírio Silva, membro do Secretariado Nacional do PS e candidato por Aveiro, que abordou os princípios-base da plataforma para a educação, tendo o cabeça de lista do PS por Viana do Castelo, o investigador Tiago Brandão Rodrigues, acentuado a necessidade de se encontrarem mecanismos que pacifiquem o sistema de ensino, lembrando que a escola pública só não está em causa neste momento em Portugal devido “à resiliência do corpo docente e dos funcionários educativos”.

Tiago Brandão Rodrigues lamentou a “lógica tecnocrata” do Governo, que “secundariza a área da educação”, defendendo que cada euro investido no conhecimento “rende mais juros do que um euro na banca”, alertando para a necessidade de se “deixar a escola respeitar” investindo nos agentes educativos.

AUTOR

Rui Solano Almeida

DATA

24.09.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019