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24 Abr 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Fernando Medina
Direita deve mudar de estratégia para ser útil ao país
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

26.11.2015

FOTOGRAFIA

TVI

Direita deve mudar de estratégia para ser útil ao país

Se António Costa for bem sucedido na aprovação do Orçamento de Estado e nas negociações com Bruxelas e chegar ao início do próximo ano em boas condições políticas, como tudo o indica, a direita ou muda de estratégia ou vai entrar em 2016 em sérias dificuldades, defendeu Fernando Medina no seu habitual comentário na TVI/24.

 

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa a coligação de direita ao ter escolhido uma estratégia de agressividade e de rejeição da solução apoiada pelo PS, continuando a manter a tese de que não vai aprovar nada que venha do Governo liderado por António Costa, nem tão pouco contribuir para apoiar qualquer iniciativa governativa, insistindo na alegação de que o Executivo é ilegítimo, o cenário que se abre neste contexto aos partidos da coligação de direita, defende Fernando Medina, é tornarem-se, a muito breve prazo, “inúteis ao país”.

Se o Governo liderado por António Costa conseguir, “como tudo o indica”, aprovar o Orçamento do Estado, ter sucesso nas negociações com as instâncias europeias, e em simultâneo for capaz de inverter o ambiente crispado criado pela direita na sociedade portuguesa, “e muitos dos nomes escolhidos para o Governo dão garantias disto”, a estratégia que a direita escolheu “vai-lhe criar gravíssimos problemas”.

E isto, defende Fernando Medina, porque um Governo que governe bem, “como tudo indica que vai suceder”, será rapidamente “legitimado aos olhos da opinião pública”, fazendo com que a agressividade discursiva da direita, por um lado, “deixe de fazer sentido” e, por outro lado, contribuirá para “afastar esses partidos do centro”.

O autarca não tem dúvidas que a médio prazo, ao sucesso do Governo liderado por António Costa corresponderá o inevitável desmembramento da coligação de direita. E isto, justifica, porque ultrapassada a fase de a direita não ter conseguido alcançar o objetivo que almejava de uma maioria absoluta, coloca-se agora a possibilidade de “estes dois partidos não ficarem coligados para sempre”, sendo expectável que “voltem de novo à dinâmica da competição entre eles”, havendo mesmo a possibilidade de “alterações nas lideranças de ambos os partidos”.

Cenário que para Fernando Medina não acontecerá de imediato, uma vez que a direita “mantém a esperança” de que o próximo Presidente da República, caso venha a ganhar o candidato apoiado pela direita, opte pela dissolução do Parlamento com base, entre outras, na tese defendida pela coligação de direita de que o Governo de António Costa é ilegítimo.

Para o autarca de Lisboa esta ideia, para além de ter “pouco fundamento”, não tem tido qualquer acolhimento por parte do candidato apoiado pela direita, Marcelo Rebelo de Sousa, que se tem afastado do discurso radical e de vitimização protagonizado pela coligação que agora cessa funções governativas”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

26.11.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1410
Fevereiro 2018