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22 Jan 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Alterações climáticas
Portugal saúda acordo para travar aquecimento global
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

14.12.2015

FOTOGRAFIA

cop21

Portugal saúda acordo para travar aquecimento global

Portugal está satisfeito com o acordo para o clima, obtido em Paris, afirmou o secretário de Estado do Ambiente, realçando que o documento chama todos os países a contribuir de uma forma legalmente vinculativa.

 

“O acordo de Paris é considerado um caso de sucesso e a União Europeia felicitou muito os resultados obtidos”, declarou Carlos Martins, no final da conferência das Nações Unidas para o clima (COP21) que culminou com consenso acerca da redução de gases com efeito de estufa e do financiamento à adaptação às mudanças.

Para Carlos Martins, há agora um “trabalho exigente pela frente, as metas são ambiciosas”, mas todos estão conscientes de que é mesmo necessário atingir os objetivos “porque é disso que depende o futuro da humanidade”.

O secretário de Estado do Ambiente referiu-se também ao mecanismo, que classifica de “bastante importante”, para avaliação dos contributos de cinco em cinco anos, o que “vai permitir avaliar ações e financiamentos e trazer transparência ao processo”.

“Este foi um grande progresso e, seguramente, fazendo o caminho [para] alguma coisa menos bem conseguida, o tempo dará oportunidade para a corrigir”, considerou Carlos Martins, realçando ainda o trabalho da presidência francesa e a coesão entre países europeus, assim como “uma certa liderança, pelo menos em matéria de ambição, em que os objetivos europeus estão retratados no acordo”.

 

Acordo universal a partir de 2020

Recorde-se que depois de duas semanas de negociações, 195 países reunidos em Paris, na conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21), assinaram o primeiro acordo universal de luta contra as alterações climáticas e o aquecimento global.

Países desenvolvidos e em desenvolvimento comprometeram-se deste modo a caminhar para modelos económicos que reduzam as emissões de dióxido de carbono e gases com efeito estufa.

O Presidente francês, François Hollande, anfitrião da conferência, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, foram algumas das personalidades que saudaram de forma efusiva o corolário de mais de vinte anos de cimeiras do clima e de um esforço diplomático sem paralelo desenvolvido no último ano.

No acordo legal universal contra as alterações climáticas listam-se várias medidas vinculativas a longo prazo para conseguir limitar a subida da temperatura a dois graus no final do século.

Deverá ser aplicado a partir de 2020 e pôr termo ao conflito entre países ricos e pobres sobre como travar o aquecimento global.

A aplicação do acordo supõe reduzir ou eliminar o consumo de carvão, petróleo e gás como fontes de energia, um modelo que move as sociedades humanas desde o século XVIII.

 

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EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018