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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Bruxelas
Governo não soube negociar pescas
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

31.03.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Governo não soube negociar pescas

O PS critica o “falhanço do Governo” na aprovação do programa comunitário para as pescas, recomendando um maior apoio ao sector da pesca do cerco, que deve incluir a captura da sardinha.

 

A crítica foi lançada pelo deputado do PS Jorge Fão, que alertou para a necessidade de um maior apoio ao sector da pesca do cerco, sem esquecer, como defendeu, a importante componente da captura da sardinha.

Apoios ao sector que deverão também assumir uma preocupação fundamental relacionada com o Fundo Europeu de Assuntos Marítimos e da Pesca (FEAMP) 2014-2020, o qual Portugal ainda não conseguiu ver aprovado pela Comissão Europeia.

Para o deputado socialista há aqui, claramente, um falhanço do Governo, pelo que anunciou ir questionar a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, “sobre as fragilidades” que o sector ainda tem, rejeitando estar em causa uma questão de “confronto partidário”.

Reunido com várias organizações de produtores da pesca da sardinha, o deputado do PS ouviu os representantes dos pescadores reclamarem “uma linha de crédito” para colmatar dívidas decorrentes de um sector cujo período de atividade é sazonal e com os armadores a acumularem endividamento devido à frota parada, lembrando que o sector só tem capacidade de sustentabilidade financeira com a pesca da sardinha.

Jorge Fão lembrou que a perspetiva de que a pesca do cerco pode sobreviver unicamente com a captura do carapau ou da cavala é irrealista, e que o problema da sustentabilidade do sector é inviável sem a componente da pesca à sardinha.

De acordo com o deputado do PS, a reunião com os produtores teve por objetivo “preparar o processo referente a junho-setembro”, ou seja, ao novo ciclo de definição das regras da pesca do cerco.

Portugal, na opinião do dirigente da bancada socialista, deve definir a quota para 2015, tal como já o fez a Espanha, adiantando que, no mínimo, o valor deverá rondar as 16 mil toneladas em território nacional.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

31.03.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019