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15 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Papel comercial BES
PS quer Novo Banco a reembolsar lesados
AUTOR

J. C. C. B.

DATA

06.04.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

PS quer Novo Banco a reembolsar lesados

O PS defende que os clientes de retalho lesados pela aquisição de papel comercial do GES, comprados aos balcões do BES, devem ser reembolsados pelo Novo Banco, criticando a atuação do Banco de Portugal e do Governo nesta matéria.

 

Esta posição foi assumida por Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada socialista e coordenador do PS na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Banco Espírito Santo (BES).

Pedro Nuno Santos afirma que o PS “encara com grande preocupação o caso particular dos lesados pela aquisição de papel comercial no BES, porque se verificou uma quebra clara de confiança entre o cidadão e o sistema bancário”.

Para o deputado socialista, “essa confiança no sistema bancário deve ser reestabelecida, a bem não só dos próprios lesados, mas também do futuro do Novo Banco”. Acrescentando que, na realidade, “foi o Banco de Portugal que reconheceu o direito dos clientes de retalho serem reembolsados, quando obrigou o antigo BES a constituir uma provisão”.

Segundo Pedro Nuno Santos, através dessa resolução, supostamente, a responsabilidade de ressarcir quem adquiriu papel comercial passava para o Novo Banco. “Pelo menos numa fase inicial, aparentemente, essa responsabilidade passou para o Novo Banco, até porque o Novo Banco emitiu um comunicado em agosto passado, já depois de ser constituído, com o compromisso de que iria reembolsar os detentores de papel comercial. Esse compromisso ficou no site do Novo Banco até janeiro de 2015”.

Portanto, defende, “aquilo que nos parece fazer sentido é aquilo que o presidente da CMVM Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares, disse várias vezes: o Novo Banco deveria cumprir com o compromisso que assumiu perante os lesados”.

Quanto à possibilidade de essa atuação poder abrir a porta para que também os clientes institucionais sejam ressarcidos, Pedro Nuno Santos esclarece: “Não estamos a dizer que tem de ser o Estado a assumir ou o Estado a obrigar a assumir. Aquilo que estamos a dizer é que o Novo Banco assumiu esse compromisso e deve cumpri-lo, tal como diz o presidente da CMVM. Nunca em nenhum momento e portanto é uma questão que não está em cima da mesa alguém defendeu o ressarcimento dos institucionais que tinham comprado papel comercial. Essa questão não está em cima da mesa, aliás, nunca esteve”.

AUTOR

J. C. C. B.

DATA

06.04.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019