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22 Mar 2019

| diretora: Edite Estrela

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Debate
PS assume empenho para reforçar políticas de cooperação
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

24.05.2016

FOTOGRAFIA

DR

PS assume empenho para reforçar políticas de cooperação

Teve ontem lugar na sede nacional do PS o último debate do ciclo que o partido organizou com a sociedade civil sobre um conjunto de temas de atualidade, desta vez dedicado à cooperação e ao desenvolvimento, preparatórios do 21º Congresso Nacional que terá lugar em Lisboa, nos próximos dias 3, 4 e 5 de junho.

 

Subordinado ao tema “Cooperação, Direitos e Desenvolvimento: Que Futuro?”, este encontro contou com uma apresentação inicial pela deputada à Assembleia da República, Maria Antónia Almeida Santos, abrindo-se uma sessão de debate com a participação de António Moreira, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Amadora, Carlos Sangreman, investigador no CEsA, Kamal Mansinho, professor no IHMT, Maria Hermínia Cabral, diretora do programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento, Raquel Abecasis, presidente da ONG Vida, e Rui Miguel Santos, presidente da comissão executiva da CESO. A conversa foi dinamizada por Fátima Proença, presidente da ACEP, e Nelvina Barreto, coordenadora do Movimento de Mulheres Guineenses.

Falando no final dos trabalhos em mais uma das conversas abertas à cidadania, a Secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, depois de saudar todos os participantes, deixou uma nota de “otimismo” sobre o futuro do PS, justificado também, como salientou, pela “grande adesão” que estes encontros tiveram junto da sociedade civil, lembrando que os partidos políticos “só são verdadeiramente úteis” se fizerem uma ligação à sociedade civil e se conseguirem ser o “eco das preocupações das pessoas”.

Para Ana Catarina Mendes, o tema da cooperação assume um caráter de extrema importância e de grande significado para o PS. Uma cooperação, como sublinhou, que se estende em solidariedade internacional e na educação para o desenvolvimento.

Reconhecendo que a temática da cooperação e o trabalho que as ONG têm empreendido “nem sempre foi alimentado e acarinhado” por todos os governos, a dirigente socialista mostrou-se otimista quando ao futuro imediato do papel que a cooperação em Portugal pode vir a assumir em breve, garantindo que o Governo e o PS “estão fortemente mobilizados e empenhados” numa forte política de cooperação.

A Secretária-geral adjunta lamentou a propósito o que classificou como “mais uma herança negativa” deixada pela direita nos últimos quatro anos e meio, um período que descreveu como de “subdesenvolvimento e de retrocesso na área da cooperação”, facto que não impediu, como realçou, que o PS deixasse de apresentar no Parlamento, neste período conturbado de governação da direita, um vasto conjunto de iniciativas e de propostas no âmbito da solidariedade com os povos irmãos de Portugal.

Para a também deputada e vice-líder da bancada parlamentar, o PS ao apostar na valorização e no aprofundamento das políticas de cooperação está, não só a abrir a porta a um diálogo social mais estruturado e “mais alargado”, com a sociedade civil, como também a contribuir para ampliar o “consenso político”, possibilitando que a esquerda se possa “juntar e encontrar respostas para os problemas que afligem as pessoas”.

A dirigente do PS fez ainda questão de salientar que quando no PS se falar de cooperação para o desenvolvimento “estamos sobretudo a falar de educação para os direitos humanos”, garantindo que “há vontade política” no Governo e no PS para se avançar com um conjunto de iniciativas que deem corpo a uma verdadeira e justa política de cooperação.

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EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019