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24 Abr 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Direitos Humanos
Campanha contra mutilação genital feminina une esforços
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

21.07.2016

FOTOGRAFIA

Partido Socialista

Campanha contra mutilação genital feminina une esforços

O direito a viver sem Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma campanha conjunta de autoridades e parceiros da sociedade civil portugueses e guineenses, que se prolongará até ao final do verão, nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, em Portugal, e de Bissau, na Guiné-Bissau.

 

Segundo o ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, esta campanha pretende “lançar um grande movimento contra a MGF”.

Na apresentação desta iniciativa, em Lisboa, o governante adiantou que esta iniciativa “estará em vigor entre julho e setembro, e abrangerá todos os balcões de saída de voos para a África Ocidental”, região que alberga a maioria dos cerca de 30 países de origem da MGF.

“É fundamental o envolvimento das comunidades nas quais, por razões falsamente culturais, a prática da MGF ainda resiste”, vincou Eduardo Cabrita, referindo que “a MGF é crime público” tanto em Portugal, como na Guiné-Bissau – único país lusófono com registo desta prática, onde metade das mulheres são mutiladas, apesar de uma lei a proibir desde 2011.

O ministro-adjunto classificou a campanha agora lançada como “um combate pela igualdade, pela liberdade, pela afirmação de valores e de direitos, que é de todos, não é um combate de mulheres, mas de homens e de mulheres, que nos deve unir a todos”.

“Em Portugal, esta prática está identificada como perfeitamente residual, pelo que, mais do que leis e ações repressivas, é necessário transformar a MGF em algo que não é desejado pelas populações onde é mantida”, referiu.

Por sua vez, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade referiu que, de acordo com estimativas, há a viver no nosso país 6500 mulheres excisadas.

“Entre abril de 2014 e março de 2016, a plataforma que sinaliza esta prática contabilizou 136 vítimas, todas com mais de 15 anos e sujeitas à MGF fora de território nacional”, lamentou Catarina Marcelino.

Recorde-se que a mutilação genital feminina é uma prática com consequências físicas, psicológicas e sexuais graves, podendo até causar a morte.

Esta prática afeta cerca de 200 milhões de mulheres e meninas em mais de 50 países, sobretudo africanos ou de acolhimento da cultura africana.

 

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EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019