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23 Out 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Ana Catarina Mendes
Oposição destrutiva insiste em receita de empobrecimento

Oposição destrutiva insiste em receita de empobrecimento

O PSD está a fazer uma oposição penosamente destrutiva ao não apresentar propostas e insistir na receita de empobrecimento preconizada pelo ministro alemão das Finanças, avisou a Secretária-geral adjunta do PS.

 

Numa intervenção realizada no âmbito de uma iniciativa da Juventude Socialista, em Braga, Ana Catarina Mendes deixou também críticas à União Europeia, considerando que esta não tem tido um “bom papel”.

E defendendo a necessidade de a Europa do Sul encontrar soluções, apontando ainda como objetivo nacional vencer as próximas eleições autárquicas e conquistar a liderança da Associação Nacional de Autarcas e a Associação Nacional de Freguesias a “uma direita liderada por Pedro Passos Coelho, que no último ano mais não faz do que apostar na descida do diabo à terra, na ausência de propostas, do que apostar numa oposição penosamente destrutiva para aquilo que é a nossa sociedade”.

Segundo Ana Catarina Mendes, “Passos Coelho, se no ano passado desistiu de apresentar propostas para o Orçamento do Estado [OE] para 2016”, este ano insiste no mesmo modelo.

“Apresentou a necessidade de fazer um 'road-show' e esperávamos que fosse para buscar nas estruturas do partido propostas para apresentarem para o OE2017. Afinal, Pedro Passos Coelho insiste na mesma receita, criticar a propostas que o PS há-de apresentar”, lamentou.

Ainda sobre a desastrosa liderança laranja, Ana Catarina Mendes criticou a vice-presidente social-democrata Maria Luís Albuquerque, por esta não entender a reunião de chefes de Estado dos países do Sul da Europa, deixando também alguns apontamentos para a própria União Europeia.

“Somos um partido europeísta, um partido que ajudou a construir a Europa, mas nós socialistas temos de fazer uma reflexão sobre aquilo que tem sido o papel da União Europeia nos últimos tempos, e não é um bom papel”, considerou.

A líder adjunta do PS terminou o seu discurso deixando apelos à participação da JS na campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores, e perspetivando também o desafio para as autárquicas de 2017.

“Sempre que os autarcas socialistas ganharam municípios, transformaram esses municípios”, disse, para de seguida rematar que “o desafio é voltarmos a ganhar a Associação Nacional de Autarcas e de Freguesias e ganharmos as eleições autárquicas porque elas estão ao alcance dos socialistas”.

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EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018