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19 Nov 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Edite Estrela

Opinião

AUTOR

Simões Ilharco

DATA

19.04.2017

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PS E ABRIL – SINTONIA PERFEITA

O PS faz 44 anos, o 25 de Abril 43. A simbiose dos dois é perfeita. O socialismo democrático é o verdadeiro espirito de abril. A Revolução dos Cravos trouxe a liberdade e a democracia, valores supremos que o PS também sempre defendeu.

 

Mário Soares, fundador do PS, juntamente com Ramos da Costa e Tito de Morais, foi o pai da democracia portuguesa. A cumplicidade do PS com os ideais de Abril não poderia ser maior. São indissociáveis. O PS é, com efeito, o partido-mor da nossa democracia. A fronteira da liberdade, como dizia Soares. Celebrar mais um aniversário do PS é celebrar Abril. O papel dos socialistas na democratização, descolonização e desenvolvimento, os três "D" do programa do MFA, foi decisivo. Se a democratização e a descolonização estão cumpridas, falta ainda cumprir, na sua plenitude, o desenvolvimento, se bem que o país tenha já dado um grande salto, sobretudo com a integração europeia, obra do que foi o líder histórico do PS, Soares. Também aqui a sintonia com Abril.

A herança de meio século de ditadura é, sem dúvida, bastante pesada. Salazar deixou os portugueses pobres e analfabetos e o país atrasado. É evidente que tem havido muitos progressos no pós-25 de abril, mas estas situações deficitárias não se corrigem em pouco mais de 40 anos. A iliteracia ainda é elevada na sociedade portuguesa. No tempo da ditadura, chegámos a ter 80 por cento de analfabetos! O país herdado pelo 25 de Abril não foi, na verdade, fácil. António Costa diz, e bem, que o nosso maior défice é o do conhecimento. Apostar cada vez mais na educação, incluindo a de adultos, na inovação e vencer a batalha das qualificações parecem-me tarefas prioritárias e inadiáveis, que constam, aliás, da política do atual Governo do PS. Acresce que, após a Revolução dos Cravos, tivemos, infelizmente, períodos de retrocesso, como o recente mandato de má memória de Passos Coelho e Paulo Portas, que procurou a desforra do 25 de abril, pondo em causa algumas das suas principais conquistas.

O PS celebra hoje 44 anos de vida, com redobrados motivos de esperança e otimismo e com a liderança incontestada e profícua de António Costa. Um partido como o PS, que andou sempre de mãos dadas com Abril, é Governo, apoiado por uma experiência inédita na nossa democracia - o acordo de esquerda. A melhor prenda que podem dar ao PS e ao seu líder, António Costa, é o acordo estar a ser bem-sucedido, para mais quando muitos duvidavam do seu sucesso. A melhor forma de celebrar Abril é a maioria parlamentar de esquerda, que suporta o Governo, manter-se coesa e unida, evitando-se, assim, o regresso da direita anti-Abril. A liberdade e a democracia não têm preço. São valores insubstituíveis. Apetece-me citar Churchill, a democracia é o pior dos sistemas, com exceção de todos os outros, e Sandro Pertini, à mais perfeita das ditaduras, preferirei sempre a mais imperfeita das democracias. PS e Abril, sempre! 

AUTOR

Simões Ilharco

DATA

19.04.2017

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EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018