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16 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Coesão do território
Autarquias locais são “parceiros estratégicos” do Governo
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

29.05.2017

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Autarquias locais são “parceiros estratégicos” do Governo

As autarquias locais são, cada vez mais, “parceiros estratégicos do Governo” no desenvolvimento da economia, defendeu o primeiro-ministro, numa visita que efetuou este fim-de-semana aos distritos de Guarda e Coimbra, enaltecendo o esforço dos municípios na execução de investimentos nos seus territórios.

 

Depois de louvar o esforço e a competência que os municípios têm demonstrado na gestão dos investimentos que têm feito nos seus territórios, e de os considerar verdadeiros “parceiros estratégicos” do Governo no desenvolvimento económico do país, o primeiro-ministro, António Costa, que se deslocou a Celorico da Beira para inaugurar as obras de beneficiação de uma estrada municipal, equipamento de grande importância para a região, foi claro ao defender que a sua presença nesta autarquia do distrito da Guarda justificava-se como “testemunho” do esforço que o município tem feito para tornar os seu território “mais atrativo” para o investimento e para a criação de emprego.

António Costa considerou a sua presença, em Celorico da Beira, como um “momento simbólico” e muito importante, e uma “forma de expressar gratidão e solidariedade” do Governo para com os municípios das zonas do interior mais desfavorecidas, e uma outra maneira de agradecimento “pelo grande esforço” que os autarcas destas terras fazem para servir as suas gentes e “promoverem o desenvolvimento e a coesão do território”.

Neste seu périplo pela região interior do país, o primeiro-ministro esteve ainda em Oliveira do Hospital, onde foi presidir à inauguração de uma nova unidade do campus de tecnologia e inovação do distrito de Coimbra, que vai dedicar-se ao estudo da conversão de mato inculto e de resíduos agroflorestais em substitutos de petróleo.

 

Floresta como oportunidade para criar valor

O país tem de começar quanto antes a inverter a lógica de que sempre que se fala em floresta, sobretudo quando se aproximam os dias quentes de verão, ela esteja quase sempre associada aos incêndios, defendendo António Costa que a floresta portuguesa tem de ser encarada como uma “oportunidade de criação de valor”.

E a prova de que a floresta tem enormes potencialidades para constituir uma importante riqueza para o país, acrescentou o primeiro-ministro, está no trabalho desenvolvido por esta nova unidade instalada em Oliveira do Hospital, que trabalha no âmbito das novas tecnologias com vista a transformar a biomassa em combustível, um passo importante, como defendeu, para dar valor económico acrescido à floresta, assegurando não só a “limpeza das florestas”, como ajudando a que o país “poupe muito dinheiro”, tornando-se menos dependente da importação de combustível fóssil.

 

Preparar o próximo quadro comunitário

Já em Tábua, onde se deslocou para presidir à inauguração do Centro de Investigação & Desenvolvimento do grupo Aquinos, o primeiro-ministro defendeu que o país tem de começar, “desde já”, a preparar o próximo quadro comunitário de apoio pós-2020, considerando que será aí que se poderão avaliar e analisar as “intervenções que ficaram por fazer”, dando como exemplo os equipamentos rodoviários ou outras infraestruturas com que “poderemos contar para o futuro”.

António Costa reafirmou que o Governo que lidera vai continuar a valorizar de forma enfática aquilo que à escala nacional poderá ser visto como uma iniciativa com interesse reduzido, como é o caso da construção de “pequenos troços rodoviários”, mas que adquire localmente uma importância inequívoca quando contribui para aproximar os “polos empresariais e industriais dos grandes eixos rodoviários”.

Lamentando que o atual quadro comunitário não permita este tipo de investimentos, o primeiro-ministro defendeu que a solução passa agora por se trabalhar, desde já, “quer num quadro de reprogramação, quer sobretudo no quadro do pós-2020”, de modo a que se faça “aquilo que falta ser feito”, sustentando ainda que Portugal só será competitivo se “apostar na “qualificação” dos seus recursos humanos.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

29.05.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019