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20 Maio 2019

| diretora: Edite Estrela

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Edite Estrela

Opinião

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Edite Estrela

DATA

22.09.2017

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O CLIMA MUDOU. E TRUMP?

António Guterres e António Costa, na Assembleia Geral das Nações Unidas, chamaram a atenção de todo o mundo para a gravidade do problema. “O número de catástrofes naturais quadruplicou desde 1970”, afirmou o Secretário Geral da ONU. E o Primeiro-ministro português asseverou que “proteger e preservar o planeta é cultivar a paz”.

 

Os recentes fenómenos meteorológicos extremos provam que o aquecimento do planeta é um facto. A mudança do clima é uma evidência. As previsões dos cientistas – consideradas alarmistas há não muitos anos – estão a verificar-se. As catástrofes naturais são cada vez mais frequentes e mais devastadoras.

Furacões, inundações, seca extrema e incêndios são algumas das dramáticas consequências das alterações climáticas. Em Portugal, a área ardida este verão aproximou-se dos valores de 2003 e 2005, os piores anos deste século. E a seca, dizem os especialistas, foi a pior dos últimos vinte anos. Alguns Estados Americanos e as Caraíbas voltaram a ser fustigados pela fúria dos furacões. Nas Caraíbas, o furacão Irma, o mais forte desde 1980, deixou milhares de pessoas sem abrigo e muitos sem vida. O furacão Harvey provocou vítimas e avultados estragos no Texas. Em 2005, o furacão Katrina atingiu Nova Orleães e foi a catástrofe que se conhece: mais de mil mortos, muitas centenas de casas destruídas e muitos milhões de dólares em danos materiais. A rutura de um tanque petrolífero agravou mais a situação provocada pelas inundações. A cidade de Houston tem o maior complexo de refinarias e fábricas petroquímicas do país, centenas de tanques de armazenamento de petróleo e produtos químicos. Se as inundações tivessem provocado uma rutura em algum dos tanques, a catástrofe seria ainda mais devastadora. O furacão Maria deixou igualmente um rasto de destruição e morte nas Caraíbas.

Os furacões Harvey, Irma e Maria foram os mais mediatizados. Mas houve muitas mais vítimas mortais provocadas pelas chuvas de monção que atingiram o sudeste asiático. Deslizamentos de terras por chuvas torrenciais também deixaram a sua pegada de desolação e morte na China.

Donald Trump rasgou o Acordo de Paris por considerar que a mudança do clima não é para levar a sério. Será que Trump, perante a tragédia das cidades americanas arrasadas pelos furacões, continuará a negar a evidência das alterações climáticas?

Se não forem adotadas medidas eficazes, o aquecimento global provocará o desaparecimento dos glaciares a norte e a expansão dos desertos a sul. Com a elevação do nível do mar, o que poderá acontecer às ilhas do Hawai e a cidades como Nova Orleães, Houston ou Miami? Quantas tragédias mais serão precisas para alguns governantes perceberem que é urgente salvar o planeta?

 

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Edite Estrela

DATA

22.09.2017

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EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019