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22 Mar 2019

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Vieira da Silva
Crescimento do PIB garante valorização automática das pensões abaixo de 850 euros
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

14.11.2017

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

Crescimento do PIB garante valorização automática das pensões abaixo de 850 euros

O crescimento homólogo de 2,5% da economia portuguesa no terceiro trimestre deste ano vai permitir que, a partir do próximo mês de janeiro, segundo anunciou hoje o ministro Vieira da Silva, haja uma valorização real e automática das pensões abaixo de 850 euros.

 

Falando à margem da sessão de encerramento do Congresso Nacional da Economia Social, que esta manhã decorreu em Lisboa, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, reagindo aos dados divulgados pelo INE, que referem um aumento de 2,5% do PIB nacional no terceiro trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado, defendeu que perante o cenário agora confirmado de crescimento do produto é possível encarar o cenário de uma “valorização real e automática das pensões abaixo de 850 euros”, já a partir de janeiro de 2018.

Segundo Vieira da Silva, os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam que Portugal atingiu em 2017 um patamar sustentado de crescimento da sua economia, o que vai desde já permitir, entre outras iniciativas, como realçou o ministro do Trabalho, que cerca de 80 a 90% dos pensionistas, ou seja perto de 2,6 milhões de reformados, possam contar, já a partir de janeiro, “com um crescimento real das suas pensões”.

O governante lembrou a propósito que “para além da inflação”, e tal como estipula a lei, haverá um aumento adicional automático das pensões, a partir do mês de janeiro, um aumento que agora será mais substancial como resultado do crescimento do PIB.

Vieira da Silva lembrou ainda que a lei da atualização das pensões, que foi “descongelada há dois anos”, determina que a atualização das pensões se faça com base na média de crescimento anual do PIB nos últimos dois anos, “terminados no terceiro trimestre, e na variação dos últimos 12 meses da inflação, sem habitação”.

O titular da pasta do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social mostrou-se satisfeito com o excelente ritmo de crescimento da economia portuguesa, hoje confirmado pelo INE, referindo a propósito que, para além da importância que este anúncio tem para a credibilidade do país, representa também a possibilidade real de um “impacto significativo no aumento das pensões mais baixas”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

14.11.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019