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19 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

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Relatório independente
Governo reafirma prioridade de “médio e longo prazo” pelo reordenamento da floresta

Governo reafirma prioridade de “médio e longo prazo” pelo reordenamento da floresta

A prioridade “absoluta do Governo” para combater ou minimizar os fogos florestais passa a “médio e longo prazo” pelo reordenamento da floresta, defendeu hoje o ministro da Administração Interna, numa conferência de imprensa onde Eduardo Cabrita reagiu ao relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios que ocorreram este verão no norte e centro do país.

 

Para o ministro da Administração Interna, a forma mais equilibrada e racional de o país estar preparado para combater com eficiência os incêndios florestais é centrar a sua atenção não só na prevenção, mas sobretudo também na “limpeza das florestas”, defendeu o ministro Eduardo Cabrita, que a este propósito garantiu que o Governo vai fazer “uma aprofundada análise” ao relatório ontem apresentado pela comissão técnica independente sobre os incêndios que deflagraram entre os dias 14 e 16 de outubro de 2017 no norte e centro de Portugal.

O ministro Eduardo Cabrita lembrou ainda que grande parte das medidas que o Governo tem já no terreno “decorrem do primeiro documento feito pela comissão técnica independente” sobre os fogos de Pedrógão Grande, em junho do ano passado, tendo o titular da pasta da Administração Interna insistido que a prioridade do Governo no que respeita à prevenção dos incêndios florestais, passa por uma atenção redobrada, designadamente, como referiu, em relação “às alterações climáticas, reordenamento da floresta e valorização económica e social das regiões do interior”.

Sobre eventuais responsabilidades ou falhas de outras entidades nas causas ou nos efeitos da desmedida dimensão dos incêndios florestais do verão de 2017, referidas no relatório, Eduardo Cabrita lembrou que o Governo não tem por função ser juiz, garantindo, contudo, que serão analisadas “todas as dimensões deste relatório”, não deixando de fora, em qualquer circunstância, o “cumprimento rigoroso de todas as obrigações que estão na lei desde 2006”, de defesa da floresta contra incêndios.

 

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019