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06 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Ferro Rodrigues
O PS é muito diferente da direita
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

08.06.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

O PS é muito diferente da direita

Só António Costa está à altura de “finalmente e após quatro anos de tragédia política e social de apresentar uma verdadeira alternativa a Portugal e aos portugueses”, garantiu Ferro Rodrigues na Convenção Nacional do Partido Socialista, elogiando o programa eleitoral do PS como “um produto que honra os socialistas”.

 

Depois de acusar a direita de andar apostada em criar na opinião pública, com o processo da Grécia, uma “espécie de vacina” contra os partidos que defendem políticas contra a austeridade, o líder parlamentar do PS defendeu que “é preciso evitar confusões”, garantindo que o PS “não é o Syriza”.

Lembrou aos mais distraídos que o PS é um partido de centro esquerda que nada tem a ver nem com as propostas, nem com as soluções, nem tão pouco com os caminhos sugeridos e propostos na Europa pelo Governo grego.

Ferro Rodrigues não deixou de acusar também o PCP e o BE por insistirem em fazer “pura demagogia”, ao porem no mesmo saco as políticas de direita e as propostas do PS, lamentando que os socialistas tenham à sua esquerda quem procure manipular a realidade.

Afirmar que PS e a direita são tudo a mesma coisa, disse Ferro Rodrigues, e classificar os socialistas como fazendo parte da “troica portuguesa”, não só é falso e mesmo ofensivo, “porque o PS é muito diferente da direita”, como vem provar que a atual composição da Assembleia da República “já não corresponde à correlação de forças do país”.

Defendeu a necessidade de o PS fazer consensos “no dia seguinte às eleições”, mas não com quem se põe de fora do “projeto europeu nem com os que defendem uma política de austeridade”.

Quanto à versão do primeiro-ministro e do vice-primeiro-ministro sobre a actual situação económica e social de Portugal, o antigo Secretário-geral socialista lamentou a “história da carochinha” contada pelo Governo, recordando que a realidade das famílias portuguesas desmente todos os dias o tão apregoado final feliz desta legislatura.

Disse ser falso que tivesse sido o PS a chamar a troica, garantindo que PSD e CDS-PP foram os únicos responsáveis pelo aparecimento dessas organizações internacionais em Portugal, tendo mesmo a direita na altura, como recordou, comemorado o acontecimento e prosseguido nos anos que se seguiram no Governo políticas que foram “muito além das propostas pela troica”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

08.06.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019