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19 Nov 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Parlamento
PS critica ''esquecimento'' a que CDS votou a Cultura quando era Governo
AUTOR

Catarina Correia

DATA

06.04.2018

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Partido Socialista

PS critica ''esquecimento'' a que CDS votou a Cultura quando era Governo

“Hoje o principal défice neste debate é o défice de memória e de seriedade do CDS na forma como encara o debate e na forma como o coloca na agenda”, atacou o deputado do PS Pedro Delgado Alves durante o debate de atualidade marcado pelos centristas sobre os problemas na área da cultura.

O parlamentar socialista frisou que o CDS-PP tentou discutir três temas distintos: o envelope financeiro, o regulamento do apoio às artes e uma lista “ainda provisória” das companhias que serão financiadas. “Misturar três debates que são diferentes não é sério e não contribui para o esclarecimento do que devem ser as questões desta mesma matéria”, alertou.

O CDS também deixou de lado “o esquecimento que votou ao próprio setor e ao acompanhamento que o Governo anterior fazia desta área”, denunciou Pedro Delgado Alves, que recordou que o Executivo PSD/CDS “deixou um legado de ‘zero acompanhamento’ aos programas” de apoio às artes, o que “dificulta a seriedade e a capacidade de avaliação que tem de se fazer quando se olha para esta matéria”.

O deputado do PS deixou um exemplo do investimento do atual Governo na área da cultura: os carrilhões do Palácio Nacional de Mafra. Pedro Delgado Alves lembrou que o anterior Executivo de direita vinha a anunciar desde o ano de 2014 que iria financiar as obras necessárias dos sinos. No entanto, o Tribunal de Contas deu agora o visto e será o Governo do PS a “resolver um problema com 14 anos”. “Os carrilhões não cairão e voltarão a tocar os sinos em Mafra”, congratulou-se.

Quanto ao reforço de 2,2 milhões de euros para a cultura anunciado pelo primeiro-ministro, António Costa, Pedro Delgado Alves revelou que permitirá um aumento de 43 entidades financiadas na lista provisória. “Portanto, não só temos 183 entidades que vão ser apoiadas – mais 43 que no ciclo anterior –, como efetivamente isto representa um aumento do financiamento médio para cada uma delas e a possibilidade adicional de já dar uma resposta e solucionar parte dos problemas que temos vindo a encontrar”, anunciou.

 

 

 

 

 

 

 

AUTOR

Catarina Correia

DATA

06.04.2018

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018