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22 Mar 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Festas de Lisboa
Não há festas como estas!
AUTOR

PS

DATA

12.06.2015

FOTOGRAFIA

CML

Não há festas como estas!

Os 500 anos da Torre de Belém servem de mote às festas de Lisboa de 2015. Muito justificadamente: 500 anos depois, Portugal está a redescobrir o mar e Lisboa quer posicionar-se de novo como capital atlântica, mobilizando para isso a investigação científica, a economia do mar e o turismo náutico.

 

Como é habitual, ao longo até ao fim deste mês os arraiais vão ocupar os bairros, entre sardinhadas e manjericos. Não faltará também animação de rua, com o projeto Andar em festa a intervir de forma surpreendente em muitas ruas de Lisboa. O tradicional fado cruza-se com as novas tendências e com a música do mundo, numa nova edição do festival Lisboa Mistura. É um sem número de eventos, que podem (e devem) ser consultados em www.festasdelisboa.com.

Mas o Santo António é sempre o momento alto destas festas. O santo padroeiro inspira os casamentos daqueles que querem fazer a sua vida em Lisboa e no dia 13 de junho tem direito a merecida procissão. Na véspera, a noite é de festa por toda a cidade.

As Marchas Populares são talvez o momento mais conhecido das festas de Lisboa: na avenida ou na televisão, não há quem nunca tenha visto as marchas. Nasceram como um evento de propaganda de um regime de má memória, mas a verdade é que foram sendo apropriadas pelos bairros e pelo povo de Lisboa - e de facto hoje, na Lisboa democrática de 2015, as marchas são verdadeiramente marchas populares.

Pare se perceber isso, vale a pena testemunhar todo o trabalho voluntário, o espírito de solidariedade e entreajuda, que está por detrás daquela descida da avenida. Durante semanas, meses, juntam-se amigos e vizinhos, diferentes gerações, para planearem e preparem as músicas e as coreografias, os trajes e os arcos. Noite dentro, depois de um dia de estudo ou trabalho, as coletividades e os marchantes ganham uma motivação acrescida, na ambição de testarem os seus limites e de superarem os outros bairros. É um espetáculo de vitalidade cidadã, de autonomia e força das comunidades locais, que são no fundo os alicerces das cidades e das democracias pujantes.

Ajuda, Alcântara, Bela Flor, São Domingos de Benfica ou Benfica; Baixa, Mouraria, Graça, Alfama ou São Vicente; Madragoa, Bica, Bairro Alto, Lumiar ou Carnide; Beato, Marvila, Olivais, Santa Engrácia ou Alto do Pina – é, no fundo, Lisboa que tem encontro marcado consigo, connosco, hoje à noite, na Avenida da Liberdade.

 

AUTOR

PS

DATA

12.06.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019