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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Carlos César
Acordo para a Grécia demonstra que a via defendida pelo PS é a via de sucesso
AUTOR

André Salgado

DATA

23.06.2015

FOTOGRAFIA

RTP Informação

Acordo para a Grécia demonstra que a via defendida pelo PS é a via de sucesso

Um desfecho positivo nas negociações com a Grécia, como se prefigura possível, mostra que há uma via que a todos pode unir no projeto europeu. “Sem a austeridade severa que destrói as economias e sem um radicalismo sem regras que faz colapsar os Estados”. Carlos César considera que fica assim demonstrado que a via que o PS tem vindo a defender é a via de sucesso.

 

No seu habitual espaço de comentário na RTP, o presidente do PS sustentou que esta posição equilibrada que os socialistas têm defendido, pondo termo, por um lado, à “austeridade excessiva”, e rejeitando, por outro, o “incumprimento radical”, mostra que é possível uma alternativa, articulando o “incentivo à atividade económica” com “despesa responsável”. Foi esta proposta, observou, que o último congresso do Partido Socialista Europeu aprovou, sendo a que garante maior segurança “do ponto de vista da responsabilidade financeira dos Estados, a par com a sua responsabilidade social e o incentivo ao emprego”.

Para Carlos César, um falhanço com a Grécia constituiria “um desprestígio para a União Europeia” e a inexistência de um acordo significaria uma perda para todos. Lamentou, por isso, o tempo que se levou no arrastar de um processo “que deixou marcas profundas na credibilidade europeia”. A este propósito, não deixou de sublinhar a reação do primeiro-ministro português, “que não pareceu a reação de um chefe de Estado satisfeito com a probabilidade da existência de um acordo”, preferindo adotar um discurso “que coloca mais reservas do que estímulos para que esse acordo se concretize”.

 

Sondagens mostram apreciação positiva do líder e das propostas do PS

A mais recente sondagem sobre a projeção de voto para as legislativas mereceu também algumas considerações ao presidente socialista. Carlos César salientou alguns dados qualitativos que podem ser observados, tendo destacado, nomeadamente, que 63% dos inquiridos considera que a ação do atual Governo é má ou muito má, “não havendo memória”, diz, “de uma apreciação tão negativa de um Governo”, e que 71% dos portugueses acham que a palavra “mentiroso” é a que melhor se ajusta ao primeiro-ministro. Por outro lado, destacou, António Costa é o líder político que reúne melhor apreciação e as propostas do PS as que recolhem apreciação mais positiva. Exatamente o oposto do que se verifica em relação a Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e às propostas da coligação. Motivos que levam o presidente do PS a sustentar que “a coligação de direita não terá muito mais por onde crescer” em relação às intenções de voto que lhe são atribuídas e que haverá “uma predisposição” de percentagem significativa “dos que não sabem ainda onde votar para se decidirem votando no PS”.

 

AUTOR

André Salgado

DATA

23.06.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019