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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

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Eurostat
Portugal lidera subida do desemprego na Europa
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

30.06.2015

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PS

Portugal lidera subida do desemprego na Europa

O desemprego volta a subir em Portugal. Segundo o INE, no mês de maio, houve mais 19 mil pessoas que ficaram sem trabalho em relação ao mês anterior. Portugal foi, aliás, o país da União Europeia onde o desemprego mais cresceu.

 

Não é por repetir uma mentira vezes sem conta, como insistentemente faz o primeiro-ministro, que ela passa a ser verdade. Portugal continua a ser o quarto país da União Europeia com maior taxa de desemprego, entre os 23 países para os quais há dados atualizados, de acordo com o Eurostat.

Portugal é assim um dos poucos países da Europa que viram a taxa a aumentar em termos mensais e o país onde o desemprego mais se agravou, como indicam os dados corrigidos de sazonalidade do gabinete europeu de estatística.

Segundo os dados do INE para o mês de maio, ontem divulgados, o movimento do mercado de trabalho apresentou dados negativos em ambas as vertentes, com o desemprego a aumentar e o emprego a cair. A taxa de desemprego não para de subir e situa-se agora nos 13,2%, mais 0,4 pontos percentuais face ao valor final de abril. Ou seja, há em Portugal oficialmente, 676,8 mil pessoas sem trabalho. Sem contar com as que não entram nas estatísticas.

 

 

O Secretário-geral do PS, António Costa, tem vindo a alertar para o grave problema do desemprego em Portugal, defendendo que o emprego é a prioridade das prioridades das políticas socialistas. O líder do PS sustenta a necessidade de o país passar a ter políticas de emprego em vez de estar a “subsidiar estágios, precariedade ou contratos a recibos verdes”, objetivos que António Costa considera que só poderão ser alterados com políticas diferentes das aplicadas pelo atual Governo.

Para se ter uma ideia da dimensão social que o problema do desemprego atingiu em Portugal, basta recordar que em maio, segundo dados do INE, o número de pessoas que receberam subsídio de desemprego desceu para níveis de 2009. Foram mais de 10500 pessoas que deixaram de receber esta ajuda, nomeadamente porque houve uma diminuição, imposta pelo Governo, da duração do subsídio de desemprego e um aperto nos critérios de acesso aos apoios sociais ligados à falta de trabalho.

 

Défice está a aumentar

Mas não é só o desemprego que está a aumentar. Também o défice orçamental não para de subir. Segundo a UTAO, em maio estava nos 5,8% do PIB. É um "desvio desfavorável" face ao objetivo anual que o Governo estabeleceu, considerando a Unidade Técnica de Apoio Orçamental ser "um fator de risco" para cumprir a meta do défice de 2015, de 2,7%.

A UTAO considera ainda que "subsistem incertezas" em relação ao desempenho orçamental para o resto do ano de 2015, por comparação com outros anos, por ocorrer uma mudança de ciclo legislativo.

Para o PS, estes indicadores sobre a evolução do défice vêm provar o que os socialistas há muito vêm afirmando: que a meta estabelecida pelo Governo para 2015, de 2,7% para o défice, revela-se “claramente otimista e sem qualquer fundamento face à realidade económica do país”.

De acordo com o PS, este valor de 5,8% representa mais do dobro da meta prevista pela coligação de direita para este ano, lembrando que a previsão do Governo apontava para um défice orçamental de 2,7%.

 

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

30.06.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019