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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Edite Estrela

Opinião

AUTOR

Ascenso Simões

DATA

01.07.2015

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Uma campanha vitoriosa

Este meu texto é para vos alvoroçar. Temos três meses para dar ao país um novo governo, uma nova política e um novo protagonismo no espaço europeu em que nos inserimos. 

 

Depois de todo o trabalho realizado, assente numa visão estratégica que foi consubstanciada na “Agenda para a Década”, num cenário macroeconómico fiável, comprovadamente exequível, e num programa eleitoral que coloca o PS como a única força que representa todo o espaço da esquerda democrática e da social-democracia e assume a moderação como bandeira de um compromisso para a coisa pública, entramos no tempo da mobilização, no caminho para o contacto com cada um dos portugueses. 

Gostava de vos deixar, com evidência, as marcas destes próximos tempos.

1. O desígnio - Em 1975 afirmámos a consolidação da democracia como bandeira; em 1985 a integração europeia foi o grande objetivo; em 1995 a nossa paixão era a educação e solidariedade; em 2005 assinalámos a inovação, as infraestruturas e a info-inclusão como linhas centrais. Estamos agora no tempo de consagrarmos dois novos  E - “emprego e as empresas” - como elemento central das nossas propostas, indo da educação à política fiscal, da fiscalidade à internacionalização das empresas. Emprego e empresas, emprego e empresas, emprego e empresas – nunca descansemos.

2. A contra-mensagem – Os partidos do governo querem encostar-nos ao despesismo, ao radicalismo, aos três pedidos de ajuda externa. Em primeiro lugar, importa dizer que o governo do PS, entre 2005 e 2008, entre a desgraça de Barroso e Santana e o momento em que nasceu a crise internacional, apresentou os melhores resultados na execução orçamental das últimas décadas. Essa mesma crise internacional, com as medidas que a Europa determinou para lhe fazer frente, criou uma situação de desequilíbrio que muitos querem fazer esquecer. Em segundo lugar, ao proclamarem o “radicalismo” do PS, deveriam ponderar se não é só o PS, em Portugal, a denunciar a apropriação dos bens públicos, a opor-se ao poder desenfreado dos mercados, a proclamar a valorização do trabalho, a atuar no combate à pobreza. E não serão estas as principais bandeiras do Papa Francisco? Será o Bispo de Roma um perigoso radical ou não será que os verdadeiros democratas-cristãos deixaram de ser sentir representados, em Portugal, pelos partidos da coligação “prà frente” e só podem, por estes dias, vislumbrar moderação no projeto do PS? Por fim os pedidos de ajuda externa. Em 1976/1977 foi Mário Soares quem pediu ajuda externa para salvar o país do desvario comunista; em 1983 foi Mário Soares e Mota Pinto quem, depois de péssimos governos do PSD/CDS, pediu ajuda externa. E em 2010 foram as forças conservadoras, de direita e de esquerda radical, que juntas derrubaram um governo que tinha o apoio europeu e que garantia, com energia, a soberania nacional.

3. O protagonista - “Quando mais ninguém tem uma solução, o António tem”. Foi sempre assim que todos os que fizeram o caminho com o secretário-geral do PS afirmaram a sua liderança com visão e com desassossego. António Costa tem um trilho sustentado, reconhecido, vivido. Culto, conhecedor dos portugueses, simples nas relações, com uma família que é o seu porto de abrigo e sua principal fonte de energia, com uma vida de advogado, de político e de gestor, não carece de dar mais provas. Há duas diferenças entre Costa e Passos Coelho. Costa não é dissimulado; Costa sofre com o sofrimento. Em suma, é um ser humano completo, um político que se preocupa com a igualdade de oportunidades, com a justiça, com o mérito e com o futuro. 

4. A campanha – Não estamos em tempo de campanhas loucas. Os portugueses vivem tão mal na sua relação com a política que já não aceitam os gastos, os excessos, a ostentação. Por isso, a campanha do PS vai ser pedagógica, simples. Está claro que a mensagem através dos “media” assume valores muito significativos, mas vamos gastar o menos possível. A obrigação de se visitarem todos os círculos e se afirmar uma relação com a maior parte dos portugueses faz com que coloquemos o esforço dos nossos militantes e simpatizantes neste caminho que iniciamos. A campanha deve ser feita por nós. Envie uma sms aos seus amigos com uma ou duas ideias do nosso programa, promova no café debates com os seus mais próximos sobre as nossas propostas, entregue aos indecisos simples frases que os deixem mais serenos e convencidos, mais esperançados no futuro. 

5. O percurso – António Costa vai a todos os distritos. Em alguns fará mais do que um evento. Sabemos que a campanha é todos os dias. Que ninguém está dispensado. Mas gostaria de vos pedir, desde hoje, que se prepare a vitoriosa caravana a cada passagem, que todos os que querem o melhor para os seus filhos e seus netos sejam mobilizados, que os funcionários públicos maltratados sejam informados, que os empresários que se viram afogados em impostos sejam convencidos, que os professores, cada vez mais esquecidos sejam avisados. Que ninguém falte, que todos sejamos uma imensidão para que Portugal seja um novo país. 

Vamos ao trabalho. 

 

AUTOR

Ascenso Simões

DATA

01.07.2015

TÓPICOS
Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019