1103

06 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Estado da Nação
Os sete pecados capitais do governo
AUTOR

PS

DATA

02.07.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Os sete pecados capitais do governo

Em fim de ciclo, o Governo da coligação PSD/CDS falhou os objetivos que se tinha proposto e demonstra que as suas soluções estão esgotadas. Portugal e os portugueses ficaram para trás. Estes são os sete pecados capitais de quatro anos de governação da direita:

 

1 - Mentira eleitoral com a promessa de não subir os impostos e de não cortar os salários e as pensões

O Governo reincidiu no corte de salários e pensões e só foi travado pelo Tribunal Constitucional.

Os impostos sobre as famílias subiram como não há memória.

 

 

2 - Aumento do desemprego, da precariedade e da emigração

A política de austeridade imposta pelo Governo acelerou a destruição de emprego e a degradação da sua qualidade.

A vaga de emigração foi a maior desde a década de 1960.

 

3 - Asfixia da classe média, em particular com o enorme aumento de impostos

A classe média foi esmagada com um brutal aumento de impostos, cortes nos salários e pensões, desemprego em níveis históricos, subida de preço de serviços essenciais, eliminação de apoios sociais e aumento das rendas.

 

 

4 - Aumento da pobreza e das desigualdades

O Governo cumpriu a promessa do primeiro-ministro de que os portugueses iriam empobrecer.

A política de empobrecimento resultou numa forte diminuição do rendimento disponível das famílias, na deterioração das condições de vida dos portugueses, no agravamento da situação social no país e numa maior assimetria na distribuição de rendimentos.

 

 

5 - Abandono da prioridade ao Conhecimento com desinvestimento na Educação, na Ciência e na Cultura

As políticas do Governo resultaram na diminuição do papel das instituições de ensino, na descredibilização da classe docente, no aumento da retenção e desistência escolar no ensino básico, na destruição da formação de adultos e no desinvestimento nas unidades e bolsas de investigação. A Cultura foi esquecida.

 

 

6 - Ataque aos serviços públicos e incompetência na sua gestão

A direita foi igual a si própria na gestão dos serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança Social e Justiça. Diminuiu a qualidade dos pilares do Estado Social e incentivou o recurso aos serviços privados, em muitos casos subvencionados através do erário público a custos mais elevados.

O caos na abertura do último ano letivo, nos serviços de atendimento da Segurança Social, nas urgências hospitalares e na organização e funcionamento dos tribunais são marcas de uma atitude irresponsável e negligente no tratamento dos serviços públicos, com impacto dramático na vida de milhares de portugueses.

 

 

7 - Quebra de mais de 25% no investimento público e privado

Atualmente o país investe menos 25% do que investia quando este Governo entrou em funções. É um país governado por quem desistiu de preparar um futuro que não seja mais que o prolongamento de um presente de empobrecimento.

AUTOR

PS

DATA

02.07.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019