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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Estado da Nação
Participação cidadã
AUTOR

PS

DATA

02.07.2015

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PS

Participação cidadã

Na próxima quarta-feira, dia 8 de julho, os deputados da Assembleia da República debatem o Estado da Nação. É o tempo para debater as opções tomadas nestes quatro anos pelo Governo PSD/CDS e uma alternativa que possa devolver a confiança aos portugueses. O AS Digital saiu à rua para falar com as portuguesas e os portugueses sobre o que pensam do estado do país.

 

“Este Governo só conseguiu meter os pobres ainda mais pobres. Precisamos de alguém que decida a pensar nas pessoas”. Manuela, reformada de 82 anos e “trabalhadora de uma longa vida”, como faz questão de dizer, vê a sua qualidade de vida cada vez mais reduzida. Em 2011, recorda, tinha uma reforma de 327 euros. Atualmente recebe 306.

À reportagem do AS Digital, deixa o desabafo. ”A minha reforma cada vez é mais pequena e a água, luz e gás cada vez mais caros. Tenho duas netas e três bisnetos e vivo com a angústia de pensar que um dia tenham que sair do país para se governarem.”

“Este Governo só conseguiu meter os pobres ainda mais pobres. Precisamos de alguém que decida a pensar nas pessoas”, acrescenta. À pergunta se vê em António Costa a solução para Portugal, Manuela diz não ter dúvidas disso, até por ser residente em Lisboa. É “um homem que percebe a importância de resolver um simples buraco à nossa porta”, referindo-se à sua experiência como munícipe.

Licenciada em Gestão de Empresas, Tânia, 24 anos e residente em Odivelas, manifesta como principal preocupação o “aumento exponencial do desemprego jovem em Portugal”, o que identifica como consequência “das medidas de austeridade tomadas ao longo dos últimos anos”. Mesmo estando empregada, diz ter “vários amigos licenciados que infelizmente são contratados por empresas de forma precária, através dos programas do IEFP”. Uma situação que conhece bem e que diz “não garantir a motivação e a ligação do contratante ao contratado por já se saber que dentro de alguns meses vai embora e enquanto lá trabalhar tem um acréscimo remuneratório ao seu subsídio de desemprego em cerca de 90 euros”. Em sua opinião, o principal foco do próximo Governo deve ser aplicar medidas de combate ao desemprego, principalmente o desemprego jovem, evitando que a geração mais qualificada de sempre se veja obrigada a aplicar os seus conhecimentos no estrangeiro.

 

Reportagem de João Pedro Baião

AUTOR

PS

DATA

02.07.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019