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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Sistema Mobilidade Mondego
Governo desbloqueia impasse com perto de dez anos
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

04.02.2019

FOTOGRAFIA

dr

Governo desbloqueia impasse com perto de dez anos

O primeiro-ministro presidiu hoje ao lançamento da empreitada do concurso para a instalação de um novo sistema de autocarros elétricos (metro bus) no antigo ramal ferroviário entre Coimbra B e a Lousã, uma obra que esteve a aguardar decisão superior durante quase uma década.

 

O primeiro-ministro esteve esta manhã no distrito de Coimbra onde presidiu à cerimónia de lançamento do concurso de um novo sistema de ‘metro bus’ a instalar no antigo ramal ferroviário que liga o Alto de São João, em Coimbra, e Serpins, no concelho vizinho da Lousã, um equipamento que tinha sido desativado no princípio de 2010 e que agora, graças à iniciativa do Governo, e no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), vai passar a servir de um novo meio de transporte público entre as duas localidades.

Depois de se regozijar com o fim do impasse que estava a atrasar o arranque desta obra há perto de uma década, o primeiro-ministro lembrou que o Governo tudo tem feito, desde que tomou posse, para que os trabalhos se tivessem já iniciado, justificando a demora não só porque faltava definir o “modelo de transporte”, como só no passado mês de dezembro é que foi possível “incluir a obra na reprogramação dos fundos comunitários do Portugal 2020”.

Assegurado, finalmente, o financiamento que veio possibilitar a abertura do concurso público, resta agora, de acordo com o primeiro-ministro, que a obra “seja levada até última fase”.

Depois de tantos anos em que o investimento público “esteve fortemente retraído”, lembrou o primeiro-ministro, com “consequências nefastas” designadamente para as empresas, é agora a altura, como defendeu, de as empresas portuguesas “se puderem animar” e contribuírem também com a sua quota parte para o dinamismo e o vigor da economia através do seu apoio à realização desta e de outras infraestruturas da “maior importância para a região”.

 

Uma obra de futuro

O novo Sistema de Mobilidade do Mondego, assinalou António Costa, “tem a vantagem de não ficar às portas da cidade”, uma vez que vai entrar no centro de Coimbra e assim “ajudar à revitalização do conjunto da cidade”, prevendo acomodar no futuro ramal da Lousã autocarros elétricos que ligarão Serpins à estação ferroviária de Coimbra B, com uma linha urbana a ligar ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Com uma extensão de cerca de 42 quilómetros e um investimento calculado em perto de 125 milhões de euros, prevê-se que o sistema comece a funcionar a partir de 2021.

Já na parte final da sua intervenção, o primeiro-ministro defendeu que são projetos como este que justificam a necessidade de o país ter um Programa Nacional de Infraestruturas, “devidamente debatido, discutido e ponderado” nas suas diferentes soluções e alternativas, para que depois os diversos projetos aí contidos “possam resultar de decisões com determinação na sua execução”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

04.02.2019

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019