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17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

ANA CATARINA MENDES
A nossa Europa
AUTOR

João Quintas

DATA

15.01.2019

FOTOGRAFIA

dr

A nossa Europa

Ana Catarina Mendes, Secretária-geral adjunta do Parido Socialista, partilhou hoje, em opinião publicada, as suas reflexões sobre as eleições europeias, os riscos e desafios que se colocam à Europa e, também, sobre os avanços que Portugal registou em resultado da ação governativa do PS.

 

“As eleições europeias de maio serão as mais importantes da história da União Europeia. Sim, o Brexit. Mas também os nacionalismos fermentados pelos populismos que alastram, que se traduzem em pulsões isolacionistas e atacam os próprios fundamentos da construção europeia, desde logo aqueles plasmados numa das mais belas e emblemáticas conquistas da Europa unida, que é a livre circulação de pessoas.

A nossa convicção é que é na Europa e não fora dela que estas questões que se superam. Somos radicalmente europeus, europeístas convictos, mas certamente não a qualquer preço. A Europa que queremos é a Europa dos povos, que dedique a sua energia e os seus recursos a resolver os problemas das pessoas. A União Europeia não existe para se justificar a si própria e há que reconhecer que às vezes possa ser essa a imagem que faz passar, mas como um instrumento aos serviços dos povos e dos estados-membros. A ela lhe devemos, desde logo, o maior período de paz na história deste território, mas sabemos que há muito a mudar para que a UE assuma plenamente a sua vocação de alavanca ao desenvolvimento. Uma mudança que só se poderá fazer, repito, dentro e não fora da UE.

Nos últimos três anos, sob impulso do Governo do PS, mudou muito o papel de Portugal na Europa. Abandonámos o papel único de resignados e obedientes bons alunos e temos hoje voz própria. Portugal voltou a ser escutado com atenção e a ter um papel influente, liderando debates, mobilizando sinergias entre estados-membros, propondo soluções. Não, ao contrário do que alguns dizem (os mesmos que se sentiam realizados no exclusivo papel de aluno obediente) não é um acaso ou fruto de qualquer bambúrrio que o ministro das Finanças de Portugal seja hoje o presidente do Eurogrupo. Ajudámos a ir mudando o pensamento europeu e isso reflete-se na perda de influência da ortodoxia neoliberal, que há três anos predominava e impunha as soluções, tidas como únicas. Hoje reconhece-se que havia (e continua a haver) outro caminho.

É esse caminho outro que temos de prosseguir. Em Portugal e na Europa. Porque, para nós, Portugal é Europa”.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019