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17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

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Qualificação dos portugueses
António Costa saúda “excelentes resultados” do programa Qualifica

António Costa saúda “excelentes resultados” do programa Qualifica

O programa Qualifica registou mais de 315 mil inscrições em dois anos. O primeiro-ministro considerou que são “excelentes resultados” e estabeleceu a meta de alcançar 600 mil pessoas até 2020.

 

No encerramento da sessão comemorativa dos dois anos do programa Qualifica, realizada ontem, dia 15, no Centro de Formação Profissional de Tomar, o chefe do Governo referiu que “315 mil é um número muito significativo, mas há ainda muitas centenas de milhares de portugueses que é preciso trazer para o programa”, o qual, segundo considerou António Costa, contribui para a “melhoria da vida das pessoas”.

Não obstante os “excelentes resultados” e dos objetivos iniciais do programa terem sido superados ao ultrapassar a meta de 145.000 inscrições anuais inscrita no Programa Nacional de Reformas (PNR), o líder do Governo socialista manifestou a ambição de o Qualifica ir ainda mais além e alcançar 600 mil pessoas até 2020.

“Com a trajetória que temos tido nestes dois anos, é uma meta que está perfeitamente ao nosso alcance”, referiu António Costa, sendo para isso necessário prosseguir o esforço de qualificação contínua que responda às necessidades de um mundo do trabalho em mudança.

Acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, o chefe do Executivo destacou a importância de apostar nas qualificações dos portugueses e de atenuar “o maior fosso” que existe entre Portugal e o resto da Europa.

“Nas últimas décadas, houve um enorme esforço relativamente às novas gerações. Hoje todos repetimos que temos a geração mais bem qualificada de sempre do país” sublinhou.

Relativamente a esta matéria, António Costa considera que “é preciso relativizarmos duplamente esta ideia. Primeiro, esta é a mais qualificada porque as outras eram muito menos qualificadas. E quando dizemos que esta é a mais bem qualificada relativamente a Portugal, temos de ainda dizer que ainda não é tão qualificada quanto as mesmas gerações ao nível europeu”, defendeu o primeiro-ministro.

 

Qualifica: 300 centros no país

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, referiu que a rede do programa Qualifica é constituída por 300 centros distribuídos por todo o território nacional e salientou o papel fundamental que o programa encerra no combate à exclusão social e económica.

Por seu lado, José António Vieira da Silva sublinhou a função que o programa desempenha, quer para mitigar o atraso nas qualificações dos portugueses, quer para promover a aprendizagem ao longo da vida, quando se perspetivam alterações importantes no mundo do trabalho.

Em comunicado, o Governo revela que “foram realizados mais de 250 000 encaminhamentos para percursos de qualificação, na sua maioria para ofertas de educação e formação, mas também para processos de reconhecimento, validação e certificação de competências”.

A mesma nota refere que o programa Qualifica permitiu que “mais de 34.000 pessoas elevassem o seu nível de escolaridade: cerca de 13.000 pessoas concluíram o 9.º ano através do Qualifica e mais de 21.000 concluíram o ensino secundário”.

 

Aposta nas qualificações dos portugueses

O Governo sinaliza ainda que “foi reforçada a capacidade de resposta dos Centros Qualifica, com uma dotação de mais de 200 milhões de euros para o horizonte 2017-2020, oriundos de fundos comunitários”. Este montante integra já um reforço de mais de 100 milhões de euros conseguido em sede de reprogramação do Portugal 2020, representando um aumento significativo em relação à verba que estava anteriormente disponível.”

A nota lembra também que “foi também criado um conjunto de instrumentos inovadores para contribuir para o aumento das qualificações da população - como o Sistema Nacional de Créditos e o Passaporte Qualifica - e assegurou-se que cada um dos adultos em processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) recebe, pelo menos, 50 horas de formação.”

Neste contexto, segundo o comunicado, “o Governo está agora empenhado em alavancar os resultados alcançados e em garantir uma melhor cobertura das respostas de educação e formação, assegurando que estas chegam a públicos menos qualificados, a todos aqueles que, por uma ou por outra razão, não tiveram oportunidade de terminar os seus percursos de qualificação”.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019