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17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Augusto Santos Silva
Brexit desordenado serviria quem aposta na desintegração da UE
AUTOR

Partido Socialista

DATA

17.01.2019

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Brexit desordenado serviria quem aposta na desintegração da UE

A ausência de medidas para impedir uma saída desordenada do Reino Unido “significaria o caos do ponto de vista económico, mas significaria também um alimento muito generoso para todas as correntes que na Europa e no mundo apostam na desintegração da União Europeia”, advertiu Augusto Santos Silva.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que participou ontem, em Loulé, na iniciativa aberta promovida pelo PS sobre o tema do 'Brexit', explicou as medidas tomadas pelo governo português para fazer face aos diferentes cenários e sublinhou a importância de os Estados-membros da UE não encararem de ânimo leve o cenário mais gravoso, que seria uma saída desordenada do Reino Unido.

“Qualquer displicência em relação ao cenário de caos será paga em dobrado, se não em triplo, nas próximas eleições europeias, porque isso servirá de argumento, meses e meses a fio, para aqueles que querem destruir a União Europeia”, vincou.

Falando para uma sala cheia, também com alguns britânicos, Santos Silva alertou ainda que o “pânico é o pior inimigo da política democrática” e que “é muito fácil de criar”, aludindo a uma reportagem sobre a venda de ‘kits’ de sobrevivência no Reino Unido perante a iminência do caos nas fronteiras.

“Neste momento, as reportagens televisivas ainda estão no capítulo da graça, mas quando isso passar da secção das curiosidades para a abertura dos serviços noticiosos, o pânico é muito fácil de gerar”, apontou.

Dirigindo-se aos britânicos presentes na sessão, o ministro reiterou que o período para o registo dos cidadãos em Portugal decorrerá até ao final de 2020, mas apelou para que o façam o quanto antes, de preferência até 29 de março, data que oficializa o ‘Brexit’, estimando que haja ainda cerca de 15.000 cidadãos do Reino Unido não registados no país.

No final da sua intervenção, o governante respondeu a algumas questões da plateia, em português e em inglês, tranquilizando todos aqueles que levantaram dúvidas burocráticas, na sua maioria relacionadas com documentos como a carta de condução ou o título de residência, bem como com receios de maior dificuldade em entrar no país através dos aeroportos.

AUTOR

Partido Socialista

DATA

17.01.2019

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019