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22 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

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Parlamento
Despesa com conhecimento e inovação cresceu 20% com este Governo
AUTOR

Catarina Correia

DATA

28.06.2019

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jorge ferreira

Despesa com conhecimento e inovação cresceu 20% com este Governo

O deputado Alexandre Quintanilha destacou hoje, durante a interpelação do PS ao Governo sobre ciência e inovação, no Parlamento, a aposta do atual Executivo em investigação e desenvolvimento (I&D), que torna possível o país voltar a convergir com o resto da Europa, e alertou para a necessidade de se implementarem a nível político as soluções já conhecidas para se melhorar a nossa qualidade de vida e a do planeta.

 

“Os desafios tecnológicos, sociais e ambientais são enormes. O impacto das alterações climáticas, da inteligência artificial, do envelhecimento e das desigualdades crescentes são temas que atraem a atenção de um grande número de cidadãos”, entre eles parlamentares e governantes, frisou. “Portugal, felizmente, não é exceção e surge na vanguarda destes debates”, destacou o parlamentar.

No entanto, apesar de ser conhecido que “as oportunidades para evitarmos as consequências negativas e melhorarmos a nossa qualidade de vida e a do planeta são enormes”, Alexandre Quintanilha referiu que “nem sempre a vontade política para as implementar segue ao mesmo ritmo”. E as razões são claras: “Os problemas são complexos, o diálogo entre áreas distintas do conhecimento é difícil, os stakeholders são variados, a partilha de responsabilidades exige compromissos, e tudo isso leva tempo”.

O deputado debruçou-se sobre esse “tempo”, recordando quando Portugal entrou para a Comunidade Económica Europeia (CEE), havendo “um breve período em que nos afastámos do extraordinário caminho de convergência para a Europa”.

Ora, “os dados confirmados dos últimos três anos – que começam com o início desta legislatura e deste Governo – mostram claramente que voltar a convergir é possível”. E para isso contribuiu a ação do Executivo do Partido Socialista: “A despesa total em I&D atingiu perto de 2,8 mil milhões de euros em 2018, ou seja, 1,4% do PIB e um crescimento de mais de 20% em comparação com 2015”.

“E merece ser enfatizado que este crescimento é particularmente expressivo no setor das empresas, refletindo o seu esforço em acompanhar o desenvolvimento científico e a capacidade tecnológica instalada em Portugal”, vincou.

 

Jovens qualificados voltaram a trabalhar em Portugal

De acordo com o parlamentar, “outro elemento fundamental deste ‘voltar a convergir’ é o reforço dos recursos humanos nas diferentes áreas do conhecimento, que atinge 10,9 pessoas por mil na população ativa, um aumento também aqui de perto de 20% em comparação com 2015”.

Hoje em dia é normal depararmo-nos com “milhares de jovens profissionais que encontraram o seu lugar em Portugal”, garantiu. “O pessimismo que invadia o país há pouco tempo”, durante a governação da direita, “praticamente desapareceu”, e hoje, muitos dos jovens que “estariam espalhados por esse mundo fora estão no Porto, em Braga, Coimbra, Bragança, Vila Real, Aveiro, Lisboa, Évora, Beja, Faro, nos Açores e em Tondela a trabalhar nas mais variadas áreas do conhecimento e da inovação”, congratulou-se.

Por isso, não é “de espantar que o relatório do Painel de Inovação Europeu, publicado na passada semana, coloque Portugal em primeiro lugar no grupo dos ‘Inovadores Moderados’, a poucas décimas de passar para o grupo dos ‘Inovadores Fortes’”, revelou o parlamentar.

Alexandre Quintanilha felicitou, assim, o Governo por ter dado “prioridade política” a esta área, “tudo sempre no contexto de orçamentos muito rigorosos”. “Neste momento, Portugal é visto por muitos como uma experiência de sucesso interessante e surpreendente. A confiança nas metas de I&D para 2030 parecem plenamente justificadas”, atestou.

O deputado terminou deixando um alerta: “Suspeito que, no futuro, quer falemos de I&D ou de conhecimento e inovação, tendo em conta que vivemos num planeta finito, com capacidades limitadas, deveríamos focar as nossas atenções não tanto na quantidade e nos números, mas mais na qualidade, na responsabilidade e na ética, e dar tempo para que as escolhas sejam cuidadosamente avaliadas e implementadas”.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019