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17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Debate quinzenal
Direita está furiosa com sucesso do país
AUTOR

Partido Socialista

DATA

05.04.2019

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

Direita está furiosa com sucesso do país

O primeiro-ministro, António Costa, destacou ontem, no Parlamento, o manifesto incómodo do principal partido da direita com o sucesso da governação do PS, notando que, num debate em que escolheu como tema as questões económicas e sociais, o PSD tenha passado ao lado da discussão das estratégias para o país.

 

“O PSD disse que íamos ser levados para um novo resgate, anunciaram a vinda de um novo resgate, a verdade é que o ‘diabo’ não veio e a dívida não disparou”, referiu António Costa, durante o debate quinzenal de quinta-feira, na Assembleia da República.

De acordo com o primeiro-ministro, o PSD “não quer discutir” as estratégias para o país porque “a política de devolução de rendimentos não só não foi um falhanço, mas, pelo contrário, foi essencial para devolver confiança à sociedade portuguesa e para gerar investimento e crescimento económico”.

António Costa questionou ainda o PSD relativamente a algumas das medidas contidas no livro sobre reforma das Finanças Públicas, da autoria do porta-voz do Conselho Estratégico Nacional daquele partido, Joaquim Miranda Sarmento, desafiando os social-democratas a dizerem ao país se as subscrevem.

“O que é que propõe em matéria fiscal? O aumento do IRS criando uma coleta mínima para aqueles que hoje estão isentos de IRS passarem a pagar IRS”, criticou, ironizando que “é esta a política fiscal do PSD”, lembrando que se o PSD “fosse governo” aumentaria também o IVA da restauração, as propinas e os passes sociais.

O primeiro-ministro ilustrou ainda o desconforto e a desorientação evidenciados pela direita perante o percurso do país, aludindo às recentes declarações públicas do ex-Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

“Até o anterior Presidente da República sai do recato próprio a que os ex-presidentes da República se costumam dedicar, não hesitando sequer em polemizar, não com o Governo, mas com o atual Presidente da República só para conseguir exprimir a raiva que tem, que a direita tem, relativamente ao sucesso desta solução governativa”, afirmou António Costa.

 

O Governo do PS “cumpriu tudo”

Para o líder do Governo socialista, “o melhor a fazer” é continuar, “serenamente”, a executar o caminho que o país tem prosseguido.

“Passo a passo, ir repondo rendimento aos portugueses, repondo a qualidade dos serviços públicos, passo a passo, aumentando o investimento público, aumentando a justiça fiscal, passo a passo, aumentando as contribuições sociais, combatendo as desigualdades. É esta a trajetória que temos de prosseguir, mantendo as contas certas”, afirmou.

António Costa assinalou ainda que se deve a esta trajetória segura o facto de o país ter alcançado um valor de défice melhor do que o estimado.

“Foi, felizmente, a economia que se portou melhor do que aquilo que tínhamos previsto e nos permitiu alcançar um resultado melhor. Aquele resultado foi alcançado sem termos falhado a qualquer dos compromissos que assumimos com os portugueses e parceiros parlamentares, designadamente com o PCP. Cumprimos tudo”, sublinhou.

 

Investimento vai aumentar cumprindo as metas orçamentais

Durante o debate, e em resposta a uma intervenção da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, o primeiro-ministro reforçou também a garantia de que o Governo não só não vai rever a meta do défice por causa do Novo Banco, como o investimento público vai manter os níveis de crescimento em 2019.

"Não só não vamos rever a meta do défice como, antecipo já a sua próxima pergunta, também não vamos cortar no investimento para não ter que rever a meta do défice”, esclareceu António Costa.

O líder socialista lembrou que “graças à dinâmica da economia o ano passado” conseguiu-se um resultado orçamental melhor do que antecipado, o que posiciona melhor o país para enfrentar a pressão sobre a economia portuguesa, este ano mais exigente em virtude do “ambiente internacional”.

“O facto de termos chegado mais longe o ano passado significa que será necessário fazer um esforço menor para cumprir as metas. E isso é a melhor salvaguarda que podemos ter de que os níveis de investimento público vão continuar este ano a aumentar”, concretizou.

AUTOR

Partido Socialista

DATA

05.04.2019

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019