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18 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

PEDRO MARQUES
É no PS que reside o voto de futuro para a Europa

É no PS que reside o voto de futuro para a Europa

Os candidatos da "direita são os mesmos de sempre e a mesma receita do passado: austeridade, cortes e sanções", afirmou Pedro Marques. O candidato socialista esteve este fim de semana nos distritos de Viseu e Leiria.

 

O cabeça de lista do Partido Socialista ao Parlamento Europeu participou no domingo em Mangualde, distrito de Viseu, no almoço/comício com militantes e simpatizantes socialistas, que marcou o arranque da campanha para as europeias.

Na sua intervenção, Pedro Marques destacou as forças em confronto nas eleições do próximo dia 26 de maio, onde, de “um lado”, estão “os partidos da austeridade” e, “do outro”, está o PS e a proposta de um “novo contrato social” para a Europa, inspirado na visão estratégica e na ação do Governo liderado por António Costa.

No encontro, que contou também com o candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Frans Timmerman, o cabeça de lista do PS salientou que “na direita, são os mesmos de sempre e a mesma receita do passado: austeridade, cortes e sanções", referindo-se aos candidatos dos partidos da direita que, no Parlamento Europeu, estiveram ao lado daqueles que defenderam as sanções “com força máxima contra Portugal", mas que o Governo português conseguiu evitar.

A este propósito, Pedro Marques pediu explicações ao cabeça de lista social-democrata e eurodeputado nas últimas duas legislaturas europeias, que “tem invocado os muitos cargos que tem no PPE (Partido Popular Europeu)”, apontando, então, que seria oportuno “explicar qual a razão por que não conseguiu influenciar a sua família política europeia quando foram pedidas sanções com força máxima contra Portugal”.

Para o “numero um” da lista socialista, o candidato social-democrata “é um deputado que fez um relatório legislativo em cinco anos no Parlamento Europeu” e sobre o qual, “em 10 anos no Parlamento Europeu, não lhe conhecemos nenhum trabalho relevante para Portugal, uma medida ou uma ação que tenha melhorado a vida dos portugueses”.

“Essa direita europeia tem de ser sancionada nas urnas”, concluiu Pedro Marques.

Por sua vez, o candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmermans, também presente no evento, recordou as declarações de António Costa quando, em 2016, junto da Comissão Europeia, afirmou "temos de parar a austeridade".

Timmermans partilhou com os presentes a defesa intransigente dos interesses de Portugal e do povo português que António Costa fez na ocasião quando declarou que “tenho de dar resposta às necessidades do meu povo e já".

O socialista holandês apelou ao voto e alertou para os perigos dos movimentos ultranacionalistas e da direita radical. Temos um grande desafio na Europa de hoje, que é o de parar o fascismo. Nunca autorizaremos que o fascismo comande", afirmou.

 

Determinação na defesa dos interesses de Portugal

Na sexta-feira, em Leiria, o cabeça de lista do PS reafirmara que “queremos fazer na Europa o que fizemos bem no país”.

Pedro Marques recordou a figura e enalteceu o exemplo do saudoso camarada socialista e distinto leiriense, João Vasconcelos, recentemente falecido.

“Vamos ganhar estas eleições no distrito de Leiria, também pelo João Vasconcelos. Vamos juntos homenagear o empreendedorismo desta terra na figura e na memória do João, que nos vai dar força para a vitória que queremos alcançar”, afirmou.

O candidato sublinhou os resultados da ação governativa e salientou a determinação na defesa dos interesses nacionais junto dos parceiros europeus.

“Responsabilidade orçamental foi sempre a nossa luta. Fomos para a Europa e dissemos: ‘não nos resignamos a ser os oprimidos dos países do sul da Europa’”, disse Pedro Marques, acrescentando que “mostrámos que havia uma alternativa e é essa alternativa que agora se solidifica e constrói a nossa posição para estas eleições europeias”.

O cabeça de lista apelou à mobilização e ao voto no PS de todos os que “estão pela Europa social, pela Europa do novo contrato social, pela redução da pobreza, mas que estão pelas contas certas”, pois, é “no PS que reside o voto de futuro para a Europa”. 

Pedro Marques referiu-se ainda ao processo sobre a contagem do tempo de serviço dos professores, que marcou a agenda política nos últimos dias, afirmando que “ganhou a responsabilidade orçamental e Portugal”.

“O PS disse a António Costa: ‘Costa avança com toda a confiança’. Foi a força do PS que nos deu mais força para dizermos ao país que não passaria a irresponsabilidade orçamental”, concluiu Pedro Marques, para quem “a credibilidade do PSD e do CDS foi pelo rio abaixo com este anseio eleitoralista da última semana”.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019