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18 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

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Conhecimento e economia
Governo vai superar compromisso de criação de 5 mil empregos científicos

Governo vai superar compromisso de criação de 5 mil empregos científicos

“Conseguirmos cumprir os nossos objetivos no acesso ao ensino superior exige que eliminemos as barreiras que introduzem fatores de desigualdade à entrada no ensino superior por parte dos jovens que fazem o ensino secundário pela via profissional”, afirmou hoje o primeiro-ministro, António Costa, garantindo que o Governo irá superar o compromisso de abrir concursos para cinco mil empregos científicos.

 

No discurso de abertura da III sessão da ‘Convenção do Ensino Superior 2020-2030’, que decorre durante o dia de hoje na reitoria da Universidade do Porto, o líder do Executivo socialista considerou que “a via profissional tem igual valor à via científico-humanística e não é aceitável que, no século XXI, a taxa de ingresso no Ensino Superior para os alunos do ensino profissional seja de apenas 15%”.

António Costa salientou que um dos “resultados mais positivos alcançados nesta legislatura foi ter-se invertido a queda e ter novamente aumentado o número de alunos inscritos no ensino superior”, o que se traduziu em “mais 15 mil estudantes” matriculados.

Sublinhando que “nenhum estudante devia deixar de poder frequentar o ensino superior por insuficiência económica”, o primeiro-ministro referiu, a este propósito, o aumento de bolsas sociais em 25% e o investimento em alojamento para estudantes, apontando que, no caso do Porto, vão ser reabilitados 37 imóveis, criadas 613 novas camas e melhoradas 947.

 

Criação de mais de 5.000 empregos científicos

"Combater a precariedade é uma prioridade”, afirmou António Costa na sua intervenção, pelo que, até ao final da legislatura, como assegurou, o Governo irá “cumprir o compromisso de abrir concursos para cinco mil empregos científicos", seja em instituições de ensino superior, unidades de I&D, seja nas empresas. 

"Até ao momento, estão formalizados mais de três mil contratos desde janeiro de 2017, estando abertos mais 4600 concursos nas diferentes vias do programa de apoio ao emprego científico", anunciou o primeiro-ministro.

“Estamos a mudar o paradigma da empregabilidade dos doutorados”, disse António Costa, que pretende pôr termo às “infames bolsas, que se eternizavam com condições precárias”, defendendo que, em troca, sejam celebrados contratos de trabalho “que assegurem condições dignas e sustentáveis”.

"Somos ambiciosos", pelo que "a meta para 2030 é para que a despesa de I&D seja 3% do PIB", afirmou o líder socialista, acrescentando que houve já um crescimento muito significativo de doutorados a realizar atividades de I&D em empresas - mais 30% desde 2015 - e também aumentou o número de empresas que beneficiam de apoios fiscais para contratar mais investigadores - cerca de 37% desde 2015.

“Apenas com mais ciência, mais conhecimento e mais inovação, podemos continuar a aumentar os níveis de emprego qualificado que temos", afirmou.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019