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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Comissão Política Nacional
Mandato claro para dialogar com todos os partidos no novo quadro parlamentar
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

07.10.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Mandato claro para dialogar com todos os partidos no novo quadro parlamentar

A Comissão Política Nacional, ontem reunida, mandatou o líder socialista, por ampla maioria, para iniciar negociações com todos os partidos com representação parlamentar, tendo em vista encontrar as melhores soluções para a governabilidade do país, respeitando a concretização de quatro objetivos que o PS entende como essenciais.

 

Falando aos jornalistas no final dos trabalhos, António Costa garantiu que “ninguém vai ficar de fora” e que “nunca poderia ser indiferente a registar as posições assumidas pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda”, vincando que os partidos à esquerda do PS não devem contudo “ignorar o respeito pelas regras da zona euro”, reafirmando que os socialistas não estão abertos para iniciar qualquer “processo de negociação unilateral da dívida”.

Garantiu que o PS vai avaliar e “tentar encontrar boas soluções programáticas para o país”, não deixando contudo de realçar que neste novo quadro parlamentar “exige-se a todos um grande sentido de responsabilidade”.

Deixou bem claro que é ao PSD, partido que obteve mais deputados, que compete em primeiro lugar procurar as soluções de governabilidade, recordando contudo que desde há muito que o PS recusa o conceito de arco da governação, um conceito que para António Costa é “negativo” por delimitar quem são as forças políticas que podem ou não participar em soluções governativas.

Vincou que o diálogo com os partidos à esquerda do PS é absolutamente necessário, considerando indispensável a “clarificação das posições publicamente assumidas pelo PCP e pelo BE” sobre a existência de condições para a formação de um novo Governo com suporte parlamentar maioritário.

Lembrou a este propósito as posições que o PS avocou durante toda a campanha eleitoral, de que não deixará de “assumir a responsabilidade que lhe foi cometida de garantir que a vontade dos portugueses não se perca na ingovernabilidade, no vazio ou no adiamento”.

António Costa frisou que os socialistas terão “sentido de responsabilidade, espírito de diálogo e de compromisso”, lembrando que o PS partirá para estas conversações com todos os partidos sem abdicar de um conjunto de objetivos que considera essenciais: virar a página na política de austeridade e na estratégia de empobrecimento, por um novo modelo de desenvolvimento e uma nova estratégia de consolidação das contas públicas, “assente no crescimento e no emprego”, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento das empresas, pela defesa do Estado social e dos serviços públicos, na Segurança Social, na educação, no combate às desigualdades, no relançamento do investimento na Ciência, na Inovação e na Cultura, por uma política reforçada de convergência e coesão e pelo respeito pelos compromissos europeus e internacionais de Portugal.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

07.10.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019