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20 Jun 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Compromisso UE-Turquia para fluxos migratórios
Acordo é importante mas não deve iludir o problema de fundo
AUTOR

J. C. C. B.

DATA

18.03.2016

FOTOGRAFIA

Clara Azevedo

Acordo é importante mas não deve iludir o problema de fundo

O primeiro-ministro, António Costa, considerou que o acordo hoje celebrado entre a União Europeia e a Turquia para a gestão dos fluxos migratórios é “muito importante”, mas alertou que não resolve o problema de fundo, que é a continuação da guerra na Síria e situações de perseguição ou conflito armado noutros países.

 

“Nós não podemos ter um excesso de ilusões com o que representa este acordo”, sublinhou António Costa numa conferência de Imprensa em Bruxelas, no final de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, na qual os 28 e a Turquia chegaram a um compromisso, após “um esforço muito grande feito por parte de todos, tendo em vista uma rápida implementação deste acordo a partir já do próximo domingo”, 20 de março, disse.

O primeiro-ministro realçou que o acordo agora celebrado “assegura proteção internacional a quem dela carece”, em particular vítimas da guerra na Síria, “permite responder à situação de crise humanitária que se vive na Grécia”, garantindo-lhe solidariedade por parte de todos os Estados-membros, e permite ainda controlar a rota dos Balcãs.

Mas António Costa fez questão de frisar que, “obviamente, este acordo não resolve o fundo do problema, que é a manutenção da situação de guerra na Síria, situações de perseguição ou conflito armado noutros países”, lembrando que há também refugiados eritreus, afegãos, iraquianos.

No entanto, o primeiro-ministro defendeu que “este acordo vale por si, é muito importante”, e não quer “de modo algum diminuir a sua importância”, mas reiterou que “não deve ser visto com a ilusão de que o problema está resolvido”.

António Costa adiantou ainda que todos os Estados-membros vão ajudar a Grécia no “esforço muito significativo” de processar os pedidos de asilo feitos por refugiados, no âmbito da aplicação do acordo com Ancara.

 

AUTOR

J. C. C. B.

DATA

18.03.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018