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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Não há entendimento possível entre PS e a coligação de direita
Os portugueses vão escolher entre alternativas claras
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

15.05.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Os portugueses vão escolher entre alternativas claras

Há muito que não se via uma intervenção do primeiro-ministro Passos Coelho com a qual se pode concordar. Para o Secretário-geral socialista também não há “nenhuma possibilidade de entendimento entre o PS e esta coligação de direita”.

 

Falando esta manhã no final de uma visita às instalações do Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel, em Matosinhos, António Costa foi perentório ao afirmar não ter dúvidas de que os portugueses estão conscientes da impossibilidade de os socialistas se aliarem à direita no futuro Governo, ficando assim perante uma escolha entre “alternativas muito claras”, o que “é bom para a democracia”.

Questionado sobre a posição assumida pelo primeiro-ministro de que a opção nas próximas legislativas é entre a direita e o PS, António Costa mostrou-se “muito contente” com estas afirmações de Passos Coelho, salientando que “finalmente há uma intervenção deste primeiro-ministro com a qual estou de acordo”.

“Claro que não há nenhuma possibilidade de entendimento entre o PS e esta coligação de direita”, reforçou o líder socialista, defendendo que hoje a situação política em Portugal “está bastante clarificada”, podendo os portugueses ter a possibilidade de escolher entre dois caminhos “absolutamente distintos nas suas prioridades e na forma de governação”.

Quanto à possibilidade de o PS poder vir a alcançar a maioria absoluta, António Costa considerou que seria “útil” o país poder dispor de um Governo com maioria, lembrando que é para isso que “todos no PS estamos a trabalhar”.

Lembrou que depois desta experiência “traumática e muito negativa” dos últimos quatro anos de coligação de direita, os portugueses percebem que “não podem entrar num período de instabilidade”.

 

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

15.05.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019