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18 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

pedro marques
Novo contrato social que foi possível em Portugal tem de ser possível na Europa
AUTOR

João Quintas

DATA

18.02.2019

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

Novo contrato social que foi possível em Portugal tem de ser possível na Europa

Após subir ao palco do pavilhão municipal desportivo de Vila Nova de Gaia e de ser apresentado como cabeça de lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques iniciou a sua intervenção salientando que o Governo liderado por António Costa constitui um exemplo para a União Europeia, nomeadamente em termos de conciliação do rigor e equilíbrio das contas públicas com o desenvolvimento económico-social.

 

"Quando nem a Europa acreditava que conseguíamos, nós demonstrámos que este novo contrato social era possível”, sublinhou Pedro Marques, acrescentando que se “foi possível em Portugal, tem de ser possível na Europa", afirmou.

O anunciado cabeça de lista recordou que, enquanto o Governo socialista implementava uma “mudança de políticas em Portugal e lutávamos na Europa para evitar sanções de Bruxelas a Portugal, tivemos Manfred Weber, o candidato do PSD e do CDS à Comissão Europeia, como principal rosto da exigência de sanções contra Portugal", criticou Pedro Marques.

Mas, como lembrou, não foi apenas o candidato à presidência da Comissão Europeia apoiado pelo PSD e pelo CDS que resistiu e criou dificuldades a Portugal, houve também “cassandras da direita a dificultar a tarefa, anunciando o Diabo”.

 

PSD tenta apagar memória do catastrofismo que anunciava

“Na onda de Passos Coelho, lá vinha Paulo Rangel, na Universidade de verão de 2016 do PSD, dizer que o futuro de Portugal é uma parede e que, inevitavelmente, seria conduzido a um novo resgate. Três anos passados, [na passada sexta-feira], Manfred Weber esteve a passear, ali, do outro lado do rio, no Porto, com Paulo Rangel, a pedir o voto dos portugueses”, indignou-se Pedro Marques.

Ou seja, o PSD e o Partido Popular Europeu, “há três anos, pediam sanções e punham em causa os esforços de Portugal para sair do procedimento por défices excessivos” e “agora vêm aqui pedir o voto dos portugueses”, exclamou Pedro Marques. 

“Eles não têm memória, não se querem lembrar do mal que fizeram. Mas nós lembramo-nos bem, e os portugueses não se esquecerão”, afirmou o ‘homem-forte’ do Governo na reprogramação dos fundos comunitários.

 

Escolher o caminho do progresso e da solidariedade

Após estas criticas, o cabeça de lista manifestou a sua preocupação perante a atual situação da Europa, considerando que a União Europeia está numa “encruzilhada em que é preciso escolher um só caminho”. 

“Escolher entre a Europa dos populistas ou a Europa dos progressistas. Dos nacionalistas ou dos europeístas. Escolher entre uma Europa que exclui ou uma Europa que integra. Uma Europa de países mais ricos com cidadãos mais pobres; ou uma Europa com mais emprego e menos desigualdades”, referiu o candidato ao Parlamento Europeu.

“Somos progressistas e somos europeístas. Não queremos a Europa da Troica nem a Europa do 'Brexit'. Queremos uma Europa unida, solidária, que não se fragmenta e não embarca em aventureirismos”, afirmou Pedro Marques.

“Quero daqui, de Vila Nova de Gaia, do norte do país, deixar o compromisso de que, nesta campanha, tudo farei para discutir as questões europeias com a maior profundidade possível. Espero que os meus adversários me acompanhem na tentativa de que as nossas discussões sejam elevadas, úteis e esclarecedoras”, disse o socialista que conseguiu reforçar os fundos comunitários do Portugal 2020.

Dirigindo uma mensagem às restantes forças políticas, Pedro Marques disse aceitar o combate político, “mas esse debate deve centrar-se em propostas e em ideias”, apelou. Até porque, segundo o ‘número um’ da lista do PS, “os portugueses penalizarão os que escolherem o caminho do populismo e do bota-abaixo”, salientou.

Por fim, perante um pavilhão repleto, Pedro Marques anunciou que João Azevedo será o diretor da campanha do PS às eleições europeias. Enaltecendo a escolha do dirigente socialista e presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Pedro Marques afirmou que “João Azevedo é bem representativo desta nova geração de autarcas que tanto honram o PS, vem do interior e sabe bem o que é o poder de uma autarquia para mudar a vida das pessoas”. 

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019