1070

21 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

APCE
Paulo Pisco defende sanções para quem difunda discursos de ódio

Paulo Pisco defende sanções para quem difunda discursos de ódio

O deputado do Partido Socialista Paulo Pisco alertou hoje, em Estrasburgo, para os perigos dos “discursos de ódio, desinformação e notícias falsas, que são fenómenos correlativos que têm como objetivo enfraquecer as democracias e a União Europeia”. “Todos nós, enquanto democratas e defensores dos direitos humanos, temos uma responsabilidade individual e coletiva de combater” este problema, defendeu o socialista durante o plenário da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa sobre ‘O papel e as responsabilidades dos dirigentes políticos na luta contra os discursos de ódio e a intolerância’.

 

O parlamentar do PS eleito pelo círculo da Europa considerou este combate “muito sério”, já que os alvos destes discursos de ódio são normalmente os migrantes, os refugiados e as minorias. Os “inimigos das sociedades abertas, pluralistas e tolerantes” – que “não têm escrúpulos” – tentam desumanizar “a relação entre as pessoas e provocam divisões e tensões nas sociedades”, lamentou.

Ora, “apesar de nunca terem existido tantos instrumentos legais de combate a todas as formas de descriminação, hoje existe mais intolerância, mais confrontação e menos diálogo”, avisou.

Perante a plateia internacional, Paulo Pisco sublinhou que “os grupos e partidos extremistas continuam a crescer de forma muito preocupante, porque perceberam que chegam mais depressa ao poder se inventarem inimigos e estigmatizarem grupos étnicos, religiosos e sociais”.

Para combater este flagelo, é necessário “defender a civilização”. “Defender a tolerância, a solidariedade, o respeito pela dignidade humana independentemente da condição social, da origem, da religião, do género ou orientação sexual é defender as nossas liberdades e valores democráticos”, garantiu.

Neste contexto, Paulo Pisco assegurou que a comunicação social tem um “papel fundamental, trabalhando num ambiente mais transparente, sendo mais objetiva e combatendo os preconceitos”.

Também as leis necessitam ser “mais assertivas”, já que se trata de um “combate muito assimétrico”. “Os partidos políticos, os movimento, sites e indivíduos que difundam o ódio têm de ser suspensos, sancionados ou proibidos sem ambiguidades”, asseverou o deputado.

Paulo Pisco recordou depois os ataques em Utoya, Charlotsville e Christchurch, que “estão aí para nos demonstrar que os supremacistas se inspiram uns aos outros com resultados tão dramáticos”.

“Os grandes grupos do digital que gerem a Internet e as redes sociais não devem hesitar em banir aqueles textos de ódio. Se queremos preservar as nossas liberdades e defender a dignidade humana, então temos de perceber claramente que não podemos tolerar a crescente influência dos discursos de ódio e intolerantes”, afirmou o socialista no Conselho da Europa.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019