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21 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Indústria de defesa é ativo estratégico que vai ser revisitado
Política comum de segurança releva papel das Forças Armadas

Política comum de segurança releva papel das Forças Armadas

Existe um novo quadro que justifica “a revisitação que está a ser feita pelo Governo do modelo previsto para as participações do Estado nas indústrias de defesa”, afirmou António Costa.

 

A “aprovação da Lei de Programação Militar, o compromisso de investimento em defesa assumido no quadro da NATO e os recentes desenvolvimentos no âmbito da Defesa europeia sugerem, assim, a revisitação que está a ser feita pelo Governo do modelo previsto para as participações do Estado nas indústrias de defesa”, considerou o primeiro-ministro, António Costa.

A indústria de defesa constitui “um ativo estratégico e um setor em que existe um importante interesse nacional”, classificou durante o seu discurso na abertura do I Seminário de Defesa Nacional, que decorreu hoje, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Na iniciativa promovida pelo Ministério da Defesa Nacional, o chefe do Executivo considerou que se impõe uma “reflexão” sobre o modelo que o Governo quer prosseguir face ao “desenvolvimento que a política comum de segurança e defesa conheceu nos últimos dois anos e meio”.

Nesta matéria, a Estratégia Global da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, aprovada em 2016, criou uma nova linha para a cooperação estruturada permanente e fomentou a criação do Fundo Europeu de Defesa, concorrendo, assim, “para o desenvolvimento de capacidades europeias”, salientou.

O primeiro-ministro defende, também, que a indústria de defesa nacional “associada a tecnologias de elevado valor acrescentado” irá promover a cooperação com os centros de investigação e com as universidades nacionais, o que irá potenciar o “seu envolvimento com os mercados internacionais de defesa”, assegurou.

 

Prevenção e capacitação

Por outro lado, a integração e participação dos Estados em programas europeus e internacionais, nomeadamente no âmbito da União Europeia e da NATO também podem melhorar “as perspetivas de sustentabilidade das Forças Armadas portuguesas”, considerou António Costa.

O líder do Governo socialista lembrou que todos os indicadores demonstram que Portugal é “um dos destinos mais seguros do mundo”. Todavia, o nosso país, “não estando isolado do mundo”, não está imune a “um leque alargado de ameaças”, advertiu. Assim, é fundamental estarmos atentos e desenvolver um trabalho de prevenção de ameaças e de capacitação do “país para, não apenas mitigar ao máximo os efeitos dessas ameaças, caso ocorram, mas também restabelecer rapidamente as normais condições de funcionamento da sociedade”, avançou António Costa.

Referindo-se à presença de contingentes militares portugueses no quadro da cooperação internacional, o chefe do Governo salientou que, em 2018, participaram “uma média mensal de 860 militares”, o que significa “um aumento de 17%” face ao ano anterior.

Para o primeiro-ministro, “Portugal tem de estar presente com uma voz responsável e credível na miríade de organizações internacionais onde os países cooperam para garantir a regularidade do funcionamento e a segurança do sistema internacional”, afirmou António Costa.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019