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21 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Segunda fase do Indústria 4.0 reforça capacitação da economia
Portugal na linha da frente da nova revolução industrial europeia
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

10.04.2019

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Portugal na linha da frente da nova revolução industrial europeia

A conjuntura é muito favorável para que o país se colocar numa posição de destaque a nível da União Europeia na quarta revolução industrial, defendeu ontem em Guimarães o primeiro-ministro na apresentação da II fase do Programa Indústria 4.0 (i4.0).

 

Falando na cidade berço na apresentação da segunda fase do programa Indústria 4.0, o primeiro-ministro começou por sublinhar que esta “é a primeira revolução industrial” em que Portugal tem todas as condições para partir na dianteira e integrar o “pelotão da frente” da União Europeia, sendo para isto fundamental, como referiu, que haja uma clara “capacitação digital do tecido empresarial português”.

Para António Costa, o país tem de estar preparado para “aproveitar e surfar a crista da onda”, lembrando que esta é a primeira grande ocasião ao nível da modernização industrial que Portugal tem ao seu dispor, considerando que só por “culpa própria” é que “deixaremos de agarrar esta oportunidade”.

Uma oportunidade que é fulcral que o país saiba agarrar, reiterando o primeiro-ministro que Portugal tem de ter a ambição de “crescer durante uma década acima da média da União Europeia”, para que passe a ter uma “economia competitiva à escala global” e capaz de “fixar os jovens licenciados que queiram ficar no país”.

Referindo-se ao bom momento que a economia portuguesa atravessa e depois de garantir que esta é a primeira vez na história do país, também em termos económicos e “em muitos séculos” em que Portugal consegue estar onde “deve estar e onde temos de ter a ambição de estar”, António Costa recordou o ex-secretário de Estado da Indústria João Vasconcelos, recentemente falecido e alvo de uma homenagem nesta sessão em Guimarães, considerado pelo primeiro-ministro como o “mentor do programa i4.0, convocando todos os cidadãos para o “desafio desta revolução industrial” e completar “aquilo que ainda falta fazer”.

O líder do Governo teve ainda ocasião de se referir ao ambiente de franca e efetiva liberdade que se vive em Portugal, “também ao nível da circulação de pessoas”, garantindo não haver nenhuma intenção de fechar fronteiras para evitar eventuais saídas para o estrangeiro de jovens licenciados, sendo esta aliás, como referiu, uma opção normal e prática corrente em qualquer regime político democrático, sustentando, contudo, António Costa que é preciso “não confundir” liberdade de circular com “necessidade de ter de partir”, pelo que esta revolução industrial integrada no programa i4.0 assume-se, em sua opinião, como um marco fundamental para o futuro da economia portuguesa.

Houve ainda tempo para o primeiro-ministro lembrar que a segunda fase do programa i4.0, assente nos eixos “generalizar, capacitar e assimilar”, mobilizará nos próximos dois anos investimentos públicos na ordem dos 600 milhões de euros para “alargar a digitalização da economia” e permitir que as empresas possam fazer uma transição “de forma inclusiva e com base em emprego qualificado” uma nova fase, como também referiu, em que se pretende “envolver nas várias iniciativas 20 mil empresas, formar mais de 200 mil trabalhadores e financiar mais de 350 projetos transformadores”.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019