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18 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Cimeira do Sul da Europa
Presidência portuguesa da UE em 2021 focada nas relações com África

Presidência portuguesa da UE em 2021 focada nas relações com África

Portugal vai assumir em 2021 a presidência da União Europeia com os olhos postos em África. A garantia foi ontem dada pelo primeiro-ministro, António Costa, no final da V Cimeira dos Países do Sul da União Europeia, que teve lugar em Chipre.

 

O primeiro-ministro anunciou ontem em Nicósia, em Chipre, durante a apresentação das conclusões da V Cimeira dos Países do Sul da União Europeia, que o tema fundamental da presidência portuguesa da União Europeia em 2021 vai ser o das relações entre a União Europeia e o continente africano, considerando António Costa ser este um tema “essencial” para que haja uma efetiva e clara solidariedade na “regulação dos fluxos migratórios”.

Segundo o primeiro-ministro, as presidências europeias “devem ser preparadas com tempo”, assumindo que o tema das relações com África é uma área em que Portugal, também e sobretudo por “questões históricas”, tem uma mais-valia clara em relação aos restantes Estados-membros da União Europeia.

Para António Costa este é um dos assuntos que se reveste da maior relevância para a Europa, lembrando o primeiro-ministro português, a este propósito, que o continente tem passado por diversas crises migratórias, o que, em sua opinião, torna fundamental que a Europa disponha de um “mecanismo permanente de solidariedade”, de forma a que não esteja sempre colocada “perante a emergência, cada vez que surge uma situação concreta”.

O primeiro-ministro teve ainda ocasião de manifestar grande satisfação por todos os líderes dos governos dos países do Sul europeu terem subscrito o princípio de que a União Europeia deve dar “clara prioridade” à cooperação com os “países de trânsito dos migrantes”, investindo no seu “desenvolvimento económico, na paz e na promoção dos direitos humanos”, referindo ser esta uma condição fundamental para “termos uma boa gestão dos fluxos migratórios”, assente nos princípios da “solidariedade e da responsabilidade”, lembrando que cada barco que chega a Itália “não é um problema apenas de Itália, mas uma questão que se coloca a toda a Europa”.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019