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21 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Saúde, proteção social, natalidade e migrações dominaram debate sobre desafio demográfico
PS está a corrigir o enorme desinvestimento da direita no SNS
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

01.07.2019

FOTOGRAFIA

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PS está a corrigir o enorme desinvestimento da direita no SNS

É este Governo liderado pelo PS que está de novo a investir no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a corrigir o enorme desinvestimento e os “cortes brutais aplicados pela direita” na legislatura anterior nos cuidados da saúde pública, garantiu o Secretário-geral, António Costa, dirigindo-se aos militantes socialistas reunidos em Portalegre.

 

Intervindo por videoconferência desde a sede nacional em Lisboa, no decorrer da terceira de quatro convenções temáticas que o PS está a organizar para promover a construção do programa eleitoral para as próximas legislativas de outubro, António Costa dirigiu-se aos militantes e simpatizantes do partido reunidos em Portalegre, começando por criticar de forma veemente o desinvestimento feito pela direita no SNS na anterior legislatura. Desinvestimento, como recordou o líder socialista, que “ultrapassou os 1.300 milhões de euros”, uma verba que, entretanto, foi já recuperada e reinvestida pelo atual Governo, tendo havido, como também garantiu, um novo investimento público na saúde na ordem de mais 1.600 milhões de euros.

Perante um auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre totalmente preenchido, o líder socialista teve ainda ocasião para recordar à plateia o investimento feito pelo atual Governo no SNS, investimento que permitiu, como acentuou, “aumentar em mais 11 mil o número de profissionais ligados ao setor”.

Para António Costa, não sendo despiciendo o facto de ainda se detetarem algumas carências nas respostas do SNS, a realidade o que nos mostra, como referiu, é que “se tivéssemos prosseguido a política do anterior Governo de direita, hoje a falta de médicos, de enfermeiros e de técnicos de diagnóstico no SNS era ainda mais preocupante em todos os hospitais”.

Nesta sua intervenção, o líder socialista referiu-se igualmente à lastimável herança deixada pelo anterior executivo nas políticas de natalidade, na licença parental, habitação ou na sustentabilidade da Segurança Social, aproveitando para anunciar um conjunto de iniciativas do Governo para inverter o espólio deixado pela direita nesta e noutras áreas.

A criação de mais e melhor emprego, algo que já não acontecia em Portugal há várias décadas, foi outro dos temas abordados pelo Secretário-geral do PS, que lembrou a este propósito que neste período de cerca de três anos e meio foram já criados mais de 350 mil novos postos de trabalho, sendo que 89% destes novos empregos, como referiu, são “empregos sem termo, contratos sem ser a prazo”, ou seja, “contratos definitivos que dão segurança no emprego”.

 

Políticas de migração

O líder do PS referiu-se ainda às políticas de migração, mostrando-se “muito satisfeito com os resultados obtidos nos últimos anos”, sobretudo a partir de 2015, recordando que entre 2011 e 2015, Portugal teve “sistematicamente saldos migratórios negativos”, sendo que nos anos de 2011, 2012 e 2013 “houve sempre mais pessoas a sair do que a entrar em Portugal”.

Foi a partir de 2015, como referiu o líder do PS, que se deu uma verdadeira inversão deste cenário negativo com “o virar da página da austeridade”, conhecendo o país a partir daí níveis de crescimento económico como já não acontecia há largos anos, uma descida acentuada do desemprego e o aumento simultâneo de novos postos de trabalho, maiores níveis de igualdade e um clima de confiança como também há muito não se via em Portugal.

Em relação ao clima de confiança que Portugal readquiriu, e ainda segundo António Costa, é hoje possível verificar que há “mais gente jovem e menos jovem a querer regressar ao país” e, sobretudo, “menos gente a partir”, sendo que esta nova realidade tem contribuído para engrossar os números das estatísticas que mostram que hoje há em Portugal um saldo migratório positivo, “como já não tínhamos desde 2011”.

Depois da quarta e última convenção temática, que se realizará em Braga, no dia 6 de julho, seguir-se-á, a 20 de julho, uma convenção nacional que terá lugar em Lisboa, onde será aprovado o programa eleitoral do PS para as próximas eleições legislativas.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019