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12 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Parlamento
PS pede para não se “diabolizar” uma das mais valias do Alentejo
AUTOR

Catarina Correia

DATA

12.06.2019

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

PS pede para não se “diabolizar” uma das mais valias do Alentejo

O deputado do PS Norberto Patinho alertou hoje, no Parlamento, que não se pode afirmar que o olival “implica um enorme gasto de água”, quando está comprovado que está entre as culturas de regadio menos exigentes em água. O parlamentar, que falava durante um debate de urgência, pedido pelo PEV, sobre as culturas agrícolas intensivas e super intensivas, solicitou, por isso, “responsabilidade” a todas as bancadas.

 

O socialista começou por frisar que “o regadio tem sido uma das respostas mais positivas na luta travada pela coesão territorial e pelo desenvolvimento do interior, criando condições favoráveis à fixação de pessoas e assegurando uma nova vitalidade e uma prosperidade sustentável”.

“17 anos depois do encerramento das comportas e do início do enchimento da albufeira, a Barragem do Alqueva vê hoje confirmada a sua principal função de reserva estratégica de água, e tem sido nos períodos de seca que o Alqueva tem mostrado a sua principal virtude”, congratulou-se.

Ora, “em paralelo com os bons resultados atingidos, tem-se criado em torno das culturas do regadio e, em particular, do olival um alarmismo injustificado e não comprovado que coloca em causa o contributo que esta nova realidade tem dado à dinamização da agricultura e ao desenvolvimento da região, e também no combate às alterações climáticas”, alertou o parlamentar.

Norberto Patinho frisou que o olival ocupa apenas menos de 1,5% da área do Alentejo. “É verdade que, num quadro de aumento substancial da área de regadio, houve alterações da paisagem agrícola, mas é uma realidade inquestionável que esta mudança foi determinante na fixação das pessoas no território”, garantiu.

Segundo o socialista, é só “comparar o desemprego na região há dez anos e agora. Os jovens com formação que saíram do Alentejo estão a regressar”.

 

“Impõe-se responsabilidade na informação que se passa”

Por isso, Norberto Patinho pediu a todas as bancadas “responsabilidade na informação que se passa”, sublinhando que a informação precisa de ser comprovada.

“Não podemos afirmar que o olival implica um enorme gasto de água, quando está comprovado que o olival está entre as culturas de regadio menos exigentes em água”, mencionou.

O parlamentar do PS recordou que “houve claramente uma mudança de paradigma na agricultura alentejana: mais tecnologia; maior profissionalização; diversificação de produtos; interação com o sector da indústria agroalimentar; produção para os mercados externos”.

Norberto Patinho chegou mesmo a anunciar que o Grupo Parlamentar do PS tem conhecimento “que uma avaliação dos possíveis efeitos ambientais da cultura do olival de regadio realizada por técnicos do Ministério da Agricultura concluiu que o olival intensivo não promove mais pressões ambientais do que outras culturas regadas com expressão determinante no Alentejo”.

“O olival é uma das nossas mais valias e não o devemos diabolizar”, referiu.

 

Cultura do olival traz desenvolvimento económico ao Alentejo

Também o deputado do PS Pedro do Carmo defendeu que não se pode fazer “uma diabolização sobre este tipo de agricultura moderna com base em meras perceções”.

E explicou a todos os grupos parlamentares que as culturas do milho, tomate, vinho, uva de mesa, melão, beterraba e trigo utilizam mais água que o olival. Para além disso, esta cultura cria emprego, “fixa a população jovem e qualificada neste território do interior”.

Segundo Pedro do Carmo, este tipo de cultura traz desenvolvimento económico à região, sendo que o “Baixo Alentejo é hoje uma das regiões do país que mais contribui para as nossas exportações”.

 

 

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019