1069

18 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Parlamento
PS quer formação em suporte de vida e reanimação nas escolas

PS quer formação em suporte de vida e reanimação nas escolas

O Grupo Parlamentar do PS recomendou ao Governo que introduza, no ensino secundário, na disciplina de Educação Física, um módulo teórico e prático de suporte básico de vida (SBV) e de desfibrilhação automática externa (DAE), de frequência obrigatória, ministrado por profissionais com certificação credenciada em SBV e DAE.

 

Os socialistas pretendem que, com esta medida, “o país se encontre melhor preparado para responder a emergências médicas e situações de paragem cardiorrespiratória, contribuindo para um aumento significativo da taxa de sobrevivência da morte súbita cardíaca”.

Os deputados do PS recordam que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na Europa, estimando-se que ocorram cerca de 350 mil mortes por anos, o que representa cerca de 40% das causas de óbitos antes dos 75 anos.

“A agravar esta realidade, a maioria da população portuguesa não sabe, em geral, prestar os primeiros socorros e o acesso ao desfibrilhador automático externo é ainda muito reduzido (só dois DAE por 10 mil habitantes”, pode ler-se no projeto de resolução.

Em 2010, o Conselho Europeu de Reanimação recomendou que a reanimação cardiopulmonar fosse ensinada a todos os cidadãos e, em 2012, a Fundação Europeia para a Segurança do Doente, o Comité de Ligação Internacional de Ressuscitação e a Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas emitiram um parecer conjunto, suportado pela Organização Mundial de Saúde, de que a reanimação cardiopulmonar devia ser ensinada nas escolas.

“A experiência internacional demonstra que, em ambiente extra-hospitalar, a utilização de desfibrilhadores automáticos externos, por pessoal não médico, aumenta significativamente a probabilidade de sobrevivência das vítimas”, referem os socialistas.

Por isso, os deputados do PS pretendem, em “estreita articulação com o Ministério da Educação”, que o ensino de SBV e de DAE “seja obrigatório por lei, nas escolas, para todos os alunos do ensino secundário, assegurando que no futuro ninguém possa finalizar a escolaridade obrigatória sem ter tido contacto, conhecimento e prática em suporte básico de vida e DAE”.

Os parlamentares querem ainda “uma maior sensibilização através da promoção de mais campanhas de prevenção e combate à morte súbita cardíaca”. O projeto de resolução vai ser discutido dia 5 de julho.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019